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iPhone no crédito ou no débito, senhor?”

A maneira que conquistou os brasileiros a conquistar um Iphone

Alexandre Bastos

💳 Por incrível que pareça, em 2024 o maior vendedor de iPhones no Brasil não foi a Apple. Nem Magazine Luiza. Nem Americanas (RIP, talvez). Foi o… Itaú. Sim, aquele banco que você conhece mais pelas taxas do que por tecnologia, virou tech dealer de iPhone e botou a Apple no chinelo. Literalmente!!!

Segundo dados divulgados por especialistas do setor e confirmados por relatórios da consultoria IT Data, o Itaú vendeu mais unidades de iPhones no Brasil do que a própria Apple Store oficial no país durante o ano de 2024. Pode parecer exagero, mas os números não mentem — diferente do limite do seu cartão.

Para termos uma ideia real do tamanho das vendas, o movimento iniciou com a pré-venda do Iphone 16, somente nas primeiras 48 horas, o banco laranjinha vendeu 3.500 unidades, um salto 40% maior relação ao ano de 2023. Esse crescimento é atribuído, em parte, ao programa “iPhone pra Sempre”, que permite aos clientes adquirir os dispositivos por meio de parcelamentos facilitados.

O programa “iPhone pra Sempre”, parceria entre Itaú, Apple e operadoras como a Brightstar, virou a nova febre entre os consumidores brasileiros que sonham com a maçã no bolso, mas não querem deixar o rim na loja.

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Como funciona:

. Parcelamento em até 24 vezes sem juros direto no cartão Itaú

. Opção de troca por novo modelo após 12 meses

. Cashback via programa iupp

. Entrega rápida e ativação pelo app

. A fórmula é simples: transforme um desejo aspiracional em uma assinatura de luxo. Resultado? Fila virtual para comprar celular no app do banco. Isso mesmo: Itaú virou marketplace de luxo tech.

Vendas nas 48h do lançamento do iPhone 16 (2024) – Fonte: Tecnoblog / Brightstar

CanaliPhones 16 Vendidos
Itaú (iPhone pra Sempre)3.500
Apple Store Brasil2.100
Magazine Luiza1.600
Fast Shop1.200
Outros varejistas900

Itaú: de banco a “Apple BR”

Em 2024, o Itaú não apenas se consolida como o maior canal de venda de iPhones no Brasil, como também vira case de estudo no setor de varejo tech. O segredo? Eles não vendem só o produto — vendem a experiência, a facilidade e o feeling de poder usar um iPhone top sem comprometer o limite da dignidade.

Com isso, o Itaú já abocanhou mais de 35% do mercado de smartphones premium no Brasil. Enquanto isso, a Apple Brasil, com suas lojas oficiais e preços à vista, segue firme… mas em segundo lugar.

E o futuro?

Se o Itaú virou revenda de iPhone, o que vem aí? Santander vendendo Galaxy dobrável? Nubank com linha de smartwatches roxos?

Não seria surpresa. Bancos digitais e tradicionais estão cada vez mais virando hubs de tecnologia, fidelizando o cliente pelo bolso — e agora, pelo bolso traseiro também (aquele onde fica o celular novo).

Conclusão de um consumista

No Brasil, onde até fiador precisa de fiador, ver um banco vendendo mais iPhones que a Apple é tipo descobrir que a Casas Bahia virou operadora de internet. Mas é real. E mostra como o ecossistema bancário e tecnológico está se fundindo de formas cada vez mais inesperadas.

Então da próxima vez que alguém disser que o banco só te cobra tarifa, você já pode responder: “Pelo menos meu gerente me vendeu um iPhone em 24x sem juros.” , portanto nem precisa procurar uma Apple Store. Abre o app do Itaú, escolhe o modelo, e prepara o bolso — porque agora o iPhone chega antes que o Pix.

Sobre o colunista

Alexandre Bastos é mestre em Administração de Empresas pela FGV, pós-graduado em Gestão da Inovação e Direito Digital pela FIA, pós-graduado em International Business pela BSP, MBA Executivo e pós-graduado em Gestão de Projetos pela Escola de Negócios do IMT, graduado em Sistemas de Informação na FIAP. Com experiência de 22 anos na área de Tecnologia, atualmente trabalha com inovação e consultoria para empresas nacionais e internacionais na Oonder Tecnologia, além de se dedicar a novos negócios e investimentos.