Vibe Coding: A Revolução de Criar Sites e Apps com Linguagem Natural
Técnica de Vibe Coding faz o uso de linguagem natural para criar códigos de programação e cresce com o uso de ferramentas de IA, facilitando a criação de site e apps para que não sabe programação!!!
Não é bruxaria é tecnologia!
Imagine construir um site ou aplicativo dizendo algo como:
“Quero uma página com fundo azul, menu fixo no topo e um formulário de contato simples no final.”
E pronto — o código é gerado automaticamente.
Isso não é mais ficção científica. Essa é a promessa do Vibe Coding, uma técnica emergente que usa linguagem natural combinada com inteligência artificial para transformar ideias em software funcional, com velocidade e simplicidade nunca antes vistas.
O que é Vibe Coding?
Vibe Coding é o nome dado a um novo estilo de desenvolvimento onde a linguagem humana é usada como entrada principal para a geração de código. É o oposto do modelo tradicional de programação, onde desenvolvedores escrevem linhas complexas em linguagens como HTML, JavaScript ou Python.
Com Vibe Coding, basta dizer ou digitar algo como:
- “Crie um app de lista de tarefas com categorias coloridas e sincronização com a nuvem.”
- “Quero um e-commerce com galeria de produtos e integração com WhatsApp.”
E ferramentas baseadas em IA — como GitHub Copilot, ChatGPT, Replit AI ou o novo Devin da Cognition — fazem o trabalho pesado, traduzindo sua intenção em código funcional.
É como conversar com um desenvolvedor invisível que nunca dorme. Credo!
Como a IA está impulsionando essa técnica
O avanço dos modelos de linguagem generativa é o grande motor por trás do Vibe Coding. Plataformas como o ChatGPT-4, Claude, Gemini e outras são treinadas com milhões de linhas de código e interações humanas. Isso permite que elas entendam não só o que é pedido, mas também o contexto, intenção e estilo de cada aplicação.
Na prática, você pode descrever uma ideia em linguagem natural, e a IA:
- Interpreta sua intenção
- Sugere ou escreve o código necessário
- Explica como funciona e como manter ou escalar
Tudo isso em tempo real, dentro de ambientes como VS Code, navegadores ou até por comandos de voz.
Como colocar o Vibe Coding pra funcionar na prática (sem perder a vibe)
Passo 1: Escolha sua varinha mágica (a plataforma de IA)
Primeiro de tudo, você precisa de um assistente de código com IA, tipo um copiloto digital que entende o que você diz e ainda não reclama do café frio.
- Pode ser o Replit (ótimo pra prototipar rapidinho)
- Ou o ChatGPT com código
- Ou o novo Devin, o dev que nunca pede férias
Escolha baseado no que você precisa: performance, custo, ou só alguém que não te julgue por digitar “faça um app que dance com a batida”.
Passo 2: Diga o que você quer (com jeitinho)
Aqui começa a magia do prompt poderoso™. Quanto mais claro, criativo e objetivo você for, mais chances de sair um código que parece feito por gente de verdade e não por uma IA bêbada.
📝 Exemplo de prompt:
Crie uma experiência visual interativa que reaja à música, à interação do usuário ou a dados em tempo real. Quero animações fluidas, coloridas, com aquele toque psicodélico leve. Use JavaScript ou React, e deixe tudo fácil de personalizar pra diferentes moods.
Tá vendo? Tem contexto, tem intenção e tem estilo. Nada de “faz um site aí”, senão vai sair uma coisa que parece feita em 1998.
Passo 3: Lapida essa joia
A IA vai cuspir um código. Não vai ser perfeito (ainda), mas vai ser um bom esqueleto. Tipo uma lasanha sem queijo — tá ali, mas falta tempero.
Aí é hora de:
- Testar o que saiu
- Refinar o prompt
- Repetir até ficar gostoso
Esse ciclo é tipo fazer café: a primeira tentativa pode vir aguada, mas com uns ajustes fica forte, cheiroso e te acorda pra vida.
Passo 4: Revisão final e lançamento
Agora que seu código tá tinindo, é hora de revisar tudo, dar aquele “tapinha no visual” e jogar no mundo. Vale usar linter, revisar com outro humano (caso você conheça algum dev de verdade), ou só confiar no seu sexto sentido.
Depois é só colocar no ar, mostrar pros amigos e fingir que você programou tudo na unha (ninguém precisa saber da IA… 🤫).
O que o Vibe Coding pode causar no mercado?
A adoção em larga escala dessa técnica promete uma disrupção profunda em como criamos tecnologia. Aqui estão alguns impactos prováveis:
| Impacto | Descrição |
|---|---|
| Mudança no perfil do desenvolvedor | Mais analistas criativos e menos codificadores manuais |
| Aumento de produtividade | Softwares que demoravam semanas podem surgir em horas |
| Pressão sobre modelos tradicionais de agências e fábricas de software | Equipes menores e mais ágeis conseguem entregar mais com menos |
| Democratização da criação digital | Pequenos negócios e criadores independentes ganham poder de execução |
| Novas oportunidades educacionais | O foco muda de “aprender sintaxe” para “aprender lógica, design e objetivos” |
O que será dos programadores – vai ficar cargo em extinção?
Não é para tanto, ainda vamos precisar e muito, dos programadores e da visão, raciocino lógico e criatividade , e claro aquela avaliação humana. Abaixa o segue o que muda.
Para programadores:
- Menos tempo com código repetitivo, mais foco em arquitetura e criatividade.
- Desenvolvedores juniores ganham superpoderes, podendo construir soluções mais sofisticadas com menos conhecimento técnico profundo.
- Acelera o protótipo e o MVP: ideal para startups que precisam testar ideias rapidamente.
Para não-programadores:
- O Vibe Coding democratiza o desenvolvimento. Designers, empreendedores e profissionais de outras áreas conseguem colocar ideias em prática sem depender 100% de um time técnico.
- Surge o conceito do “citizen developer”, onde qualquer pessoa, com um mínimo de instrução, pode gerar produtos digitais funcionais.
Para empresas:
- Redução de custos com desenvolvimento
- Maior agilidade em lançamentos e personalizações
- Empoderamento de times de marketing, produto e UX para criarem protótipos sem esperar TI
O que o Vibe Coding pode causar no mercado?
A adoção em larga escala dessa técnica promete uma disrupção profunda em como criamos tecnologia. Aqui estão alguns impactos prováveis:
| Impacto | Descrição |
|---|---|
| Mudança no perfil do desenvolvedor | Mais analistas criativos e menos codificadores manuais |
| Aumento de produtividade | Softwares que demoravam semanas podem surgir em horas |
| Pressão sobre modelos tradicionais de agências e fábricas de software | Equipes menores e mais ágeis conseguem entregar mais com menos |
| Democratização da criação digital | Pequenos negócios e criadores independentes ganham poder de execução |
| Novas oportunidades educacionais | O foco muda de “aprender sintaxe” para “aprender lógica, design e objetivos” |
Dá medo desse futuro? Dá, mas é a realidade.
Estamos apenas no começo. O Vibe Coding, hoje, ainda exige algum conhecimento técnico para validar e ajustar o que é gerado. Mas em pouco tempo, veremos ferramentas mais visuais, mais conversacionais, e cada vez mais intuitivas.
A tendência é que Vibe Coding se torne o novo normal, integrando-se a plataformas low-code, CRMs, geradores de apps e até sistemas operacionais. É possível que a próxima geração já aprenda a criar apps do mesmo jeito que hoje aprendem a escrever um texto no Word.
É uma nova era do desenvolvimento, onde a barreira entre ideia e execução está desaparecendo. Se você trabalha com tecnologia, design, negócios ou educação, vale começar a explorar esse novo paradigma agora mesmo.
Afinal, no mundo do Vibe Coding, quem sabe se expressar bem, também sabe programar.

Sobre o colunista
Alexandre Bastos é mestre em Administração de Empresas pela FGV, pós-graduado em Gestão da Inovação e Direito Digital pela FIA, pós-graduado em International Business pela BSP, MBA Executivo e pós-graduado em Gestão de Projetos pela Escola de Negócios do IMT, graduado em Sistemas de Informação na FIAP. Com experiência de 22 anos na área de Tecnologia, atualmente trabalha com inovação e consultoria para empresas nacionais e internacionais na Oonder Tecnologia, além de se dedicar a novos negócios e investimentos.
