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Tecnologia

Veo 3: A Revolução do Google na Criação de Vídeos com Inteligência Artificial

A inteligência artificial está transformando a forma como criamos conteúdo — e agora, o Google acaba de dar um passo ousado com o Veo 3, sua mais nova ferramenta de geração de vídeos realistas com áudio sincronizado. Lançado em maio de 2025, o Veo 3 promete levar a criação audiovisual para outro patamar, competindo diretamente com modelos como o Sora da OpenAI. Mas o que torna essa tecnologia tão inovadora — e também tão polêmica?

O que é o Veo 3?

O Veo 3 é a terceira geração da IA generativa de vídeos da Google DeepMind, capaz de transformar descrições de texto ou imagens em vídeos completos, com qualidade cinematográfica e áudio sincronizado.

Principais avanços:

  • Geração de vídeo em até 1080p e 4K.
  • Duração superior a 1 minuto.
  • Inclusão de voz, sons ambientes e efeitos sonoros de forma contextual.
  • Entrada multimodal: aceita texto, imagem e clipes de vídeo.

Como o Veo 3 funciona?

Utilizando modelos de linguagem multimodais treinados com enormes bases de dados de vídeos e sons, o Veo 3 entende contexto narrativo, aplica coerência visual e sonora, e ainda garante fluidez entre cenas.

Fluxo simplificado:

  1. Usuário fornece prompt (ex: “uma floresta à noite com sons de coruja”).
  2. O modelo gera vídeo, efeitos de luz e áudio compatível com a cena.
  3. Marcas-d’água invisíveis são aplicadas para garantir autenticidade.

Segundo o Google a inteligência artificial tem o potencial de democratizar a produção criativa e que age para impedir que o uso de suas ferramentas sejam utilizadas de forma mal-intencionada e de forma criminosa. A empresa afirma que as politicas restringem o uso dos modelos para atividades sexualmente explícitas, violentas, prejudiciais e para discurso ou propagação de ódio e bullying. A empresa afirma que o conteúdo pode ser confirmado através da tecnologia SynthID, que é uma tecnologia capaz de inserir uma marca d´agua digital em conteúdos gerados por modelos de IA.

Principais diferenciais para o seu principal concorrente

RecursoVeo 3 (Google)Sora (OpenAI)
Áudio integrado✅ Sim, com sincronização❌ Ainda não
Duração do vídeo✅ Mais de 1 minuto🚫 Limitado (~20s)
Resolução✅ Até 4K✅ 1080p
Entrada multimodal✅ Texto, imagem, vídeo✅ Texto, imagem
Disponibilidade🔒 Limitada, por convite🔒 Alpha fechado

Aplicações práticas

O Veo 3 pode ser utilizado em diversos setores:

  • Cinema independente: criação de cenas realistas com baixo custo.
  • Publicidade: geração de comerciais com base em briefing textual.
  • Educação: vídeos educativos com narração automatizada.
  • Prototipação criativa: ideal para storyboards interativos.

Riscos e controvérsias

Apesar das possibilidades incríveis, o Veo 3 levanta preocupações:

  • Deepfakes realistas usados para manipulação política.
  • Desinformação: vídeos falsos de protestos, discursos ou eventos podem viralizar.
  • Regulação: especialistas defendem regras claras para uso da ferramenta.

O Google implementou salvaguardas como marca-d’água invisível e filtros de segurança, mas ainda assim, já foram identificados usos indevidos por usuários criativos (ou mal-intencionados).

Exemplos de vídeos criados pelo VEO 3 que estão bombando nas redes sociais

Disponibilidade e acesso

Onde usar: disponível inicialmente no app Gemini (via plano AI Ultra) e na plataforma Vertex AI para empresas. O plano Google AI Ultra inclui o Gemini, modelo de IA generativa d, e o Flow, nova ferramenta de criação de filmes com IA que permite o usar o Veo 3.

Quando: lançado em maio de 2025 com acesso limitado.

Custo: parte de um plano premium (estimado em US$ 249/mês), cerca de R$ 1.415 na cotação atual ( 06/06/2025).

O Veo 3 representa um divisor de águas na geração de vídeos com IA. Ao integrar texto, imagem, movimento e som em uma única ferramenta, o Google estabelece um novo padrão para a criatividade digital — mas também acende um alerta sobre os limites éticos da tecnologia. Entre o encantamento e o cuidado, a revolução do vídeo por IA está apenas começando.

EntretenimentoGame

EA Sports FC 25: O Que Deu Errado no Sucessor da Franquia FIFA?

O tão aguardado EA Sports FC 25 chegou às prateleiras com promessas de evolução, nova geração de jogabilidade e avanços técnicos. No entanto, apenas algumas semanas após o lançamento, o que se viu foi uma chuva de críticas vindas de jogadores, influenciadores e especialistas do mercado gamer. Muitos já apontam esta edição como a pior da história da franquia FIFA/FC.

Neste artigo, reunimos dados, comparativos e opiniões para entender por que o FC 25 decepcionou tanto — e o que isso representa para o futuro dos jogos de futebol.

A Frustração Começa na Jogabilidade

Uma das maiores reclamações do público é a jogabilidade lenta e pouco responsiva. Jogadores relatam atrasos entre os comandos e as ações em campo, com uma fluidez artificial que torna as partidas frustrantes, especialmente nos modos competitivos online.

A inteligência artificial, que deveria representar um avanço, apresenta falhas graves no posicionamento, na marcação e até em decisões básicas, como chutes e passes.

“É como se os jogadores tivessem preguiça de correr ou reagir”, comentou um usuário no Reddit, em um dos tópicos mais votados da comunidade EA FC.

Principais Críticas ao EA Sports FC 25

1. Jogabilidade Lenta e Pouco Responsiva

Muitos jogadores relatam que o jogo apresenta uma jogabilidade lenta e desajeitada, com atrasos entre os comandos do controle e as ações dos jogadores em campo. Isso torna a experiência frustrante, especialmente em partidas online competitivas. sportscasting.com

2. Modo Carreira Negligenciado

O Modo Carreira, tradicionalmente popular entre os fãs, recebeu poucas melhorias significativas. Usuários apontam para menus lentos, falta de profundidade e ausência de inovações que tornem o modo mais envolvente. sportscasting.com

3. Interface de Usuário Confusa

A interface do jogo tem sido alvo de críticas por ser desorganizada e pouco intuitiva. Jogadores mencionam dificuldades na navegação dos menus, além de problemas de desempenho, como lentidão e travamentos. dualshockers.com

4. Problemas Técnicos e Bugs

Diversos bugs têm sido reportados, incluindo jogadores atravessando uns aos outros, falhas na inteligência artificial e erros de física da bola. Esses problemas afetam negativamente a imersão e a jogabilidade. sportscasting.com

5. Microtransações Excessivas no Ultimate Team

O modo Ultimate Team continua sendo criticado por sua dependência de microtransações. Jogadores sentem que é difícil competir sem investir dinheiro real, o que cria uma experiência desequilibrada.

Comparativo com o FC 24: Um Retrocesso Visível

RecursoEA Sports FC 24 (2024)EA Sports FC 25 (2025)Avaliação Geral
JogabilidadeMais fluida, com boas transições e movimentos naturaisMais lenta, travada e com comandos pouco responsivos🔻 Regressão
Gráficos e AnimaçõesGráficos realistas, porém com algumas limitaçõesPoucas melhorias visuais em relação à versão anterior➖ Estagnado
Inteligência ArtificialIA com bom posicionamento defensivo e ofensivoIA inconsistente, com erros grotescos de marcação🔻 Regressão
Modo Ultimate TeamForte apelo à monetização, mas com novidades interessantesSem grandes inovações; microtransações ainda dominantes➖ Sem evolução
Modo CarreiraExperiência sólida, com pequenas melhorias na gestãoPraticamente sem novidades; menus lentos e bugs🔻 Decepção
Interface do JogoOrganizada e funcionalConfusa, menus lentos e com bugs frequentes🔻 Piorou
InovaçãoIntrodução do PlayStyles, clubes femininosNenhuma grande novidade além de ajustes menores🔻 Fraca em inovação
Recepção dos JogadoresMista, mas com críticas equilibradasMajoritariamente negativa; considerada “decepção”🔻 Pior avaliação da franquia
Nota no Metacritic72 (versão PS5)60 (versão PS5, queda notável)🔻 Queda significativa

A expectativa era de que o FC 25 refinasse o que funcionava no FC 24, lançado em 2024. Mas o que se viu foi o oposto:

RecursoFC 24 (2024)FC 25 (2025)
JogabilidadeFluida e responsivaLenta e travada
Modo CarreiraSólido e funcionalSem melhorias, cheio de bugs
GráficosBons com destaque para os rostosSem evolução significativa
InterfaceLimpa e organizadaConfusa e com lentidão nos menus
Nota no Metacritic (PS5)7260

Ultimate Team Continua Dominado por Microtransações

O modo Ultimate Team, um dos carros-chefe da franquia, também foi alvo de duras críticas. A presença massiva de microtransações e a sensação de que só é possível competir gastando dinheiro real tornou a experiência frustrante para muitos.

Embora a EA tenha adicionado novos conteúdos visuais e pequenos ajustes, nada foi suficiente para equilibrar a experiência ou oferecer uma real vantagem ao jogador que prefere progredir com habilidade ao invés de investir financeiramente.

Modo Carreira: Estagnado e Ignorado

Outra decepção foi o Modo Carreira, que permanece praticamente o mesmo da edição anterior. Não houve evolução significativa nas ferramentas de gestão, na inteligência dos scouts ou nos treinos. Pior ainda: bugs frequentes e menus lentos deixaram o modo menos funcional do que o FC 24.

Críticas e Avaliações

O impacto negativo do FC 25 é visível também na imprensa especializada. Sites como Sportscasting e DualShockers classificaram o jogo como um “retrocesso evidente”, destacando a falta de inovação, os problemas técnicos e a fraca resposta da EA às demandas dos jogadores.

No Metacritic, o jogo alcançou nota 60 na versão para PS5, uma das mais baixas já registradas pela franquia.

A Pressa É Inimiga da Imersão?

Em um cenário cada vez mais competitivo, onde a IA, os jogos em nuvem e a geração procedural dominam o debate, o FC 25 parece não ter conseguido acompanhar a evolução do próprio mercado. Em vez de surpreender, entregou mais do mesmo — com menos qualidade.

A confiança na franquia agora está abalada. A EA terá de trabalhar duro para reconquistar o público com o FC 26. Resta saber se ouvirá de fato o que os jogadores têm a dizer.

EntretenimentoGame

Nintendo Switch 2: A Nova Geração do Console Híbrido Chegou

No dia 5 de junho de 2025, a Nintendo lançou oficialmente o tão aguardado Nintendo Switch 2, marcando uma nova era para sua linha de consoles híbridos. Com gráficos aprimorados, novos recursos e um catálogo de lançamento robusto, o console chega com a missão de manter o legado de sucesso do Switch original — que vendeu mais de 152 milhões de unidades no mundo todo.

Mas será que o Switch 2 realmente entrega uma experiência de nova geração? E como ele se encaixa no cenário atual dominado por IA, jogos em nuvem e realidades imersivas? Vamos aos destaques.

O que há de novo no Nintendo Switch 2?

O Nintendo Switch 2 mantém o conceito híbrido de console de mesa e portátil, mas agora traz melhorias significativas:

  • Tela maior e com maior definição, ideal para jogos em movimento.
  • Desempenho gráfico aprimorado, graças à parceria com a NVIDIA e à nova tecnologia de upscaling.
  • Joy-Con 2 redesenhado, agora compatível com PCs e com função de mouse nativa.
  • Retrocompatibilidade parcial com o Switch original, permitindo que muitos títulos anteriores rodem no novo sistema.

🎮 Destaque: Cyberpunk 2077 – Ultimate Edition roda de forma surpreendentemente fluida no Switch 2, com taxa de 40fps em 1080p no modo dock.

Catálogo de lançamento: potente e nostálgico

A Nintendo não economizou no line-up de estreia. O Switch 2 chegou com alguns dos jogos mais aguardados do ano:

  • Mario Kart World
  • The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Remastered)
  • Donkey Kong Bananza
  • Street Fighter 6
  • Cyberpunk 2077 – Ultimate Edition
  • Coleção de clássicos do GameCube via Nintendo Switch Online

Esse mix de títulos novos e nostálgicos mostra que a Nintendo quer agradar todas as gerações de jogadores.

Demanda Explosiva e Estoques Limitados

No Japão, mais de 2,2 milhões de pessoas participaram da loteria para comprar o console no lançamento. Nos EUA, lojas como a Target e a GameStop esgotaram as pré-vendas em poucas horas. A expectativa é que a Nintendo venda 15 milhões de unidades até março de 2026, e analistas já projetam que o Switch 2 pode alcançar a marca de 100 milhões de unidades vendidas até 2030.

No Brasil o Nintendo Switch 2 esgotou rapidamente nas principais varejistas do Brasil, como KaBuM!, Amazon e Mercado Livre. Segundo o jornal O Globo, por volta das 15h o console já não estava mais disponível em grandes e-commerces, junto com a câmera oficial. “Agora, nosso foco é acelerar a chegada de novos lotes para atender a demanda dos gamers”, afirmou Gonzalo Greco, diretor do Mercado Livre. A reposição deve ocorrer em até 10 dias.

IA, Criatividade e Jogo Responsável

O lançamento do Switch 2 também levanta questões interessantes sobre o papel da tecnologia no entretenimento. Com IA cada vez mais presente em jogos (como NPCs que aprendem com o jogador ou geração de mundos procedural), o console traz potencial para experiências mais ricas — mas também exige discussões sobre uso responsável, tempo de tela e impacto cognitivo, especialmente em públicos jovens.

O veredito: revolução silenciosa

O Nintendo Switch 2 não tenta competir diretamente com consoles ultra potentes como o PlayStation 5 ou o Xbox Series X. Ao invés disso, a Nintendo segue sua própria trilha: inovando na forma de jogar, na acessibilidade e no encantamento. É uma revolução silenciosa, mas impactante.

Se você é fã de experiências únicas, portabilidade e nostalgia com toques modernos, o Switch 2 merece seu espaço na estante — ou na mochila.

Ciência

IA e Criatividade: Inspiração ou Atalho Perigoso?

Ferramentas de inteligência artificial estão revolucionando a forma como criamos, mas especialistas alertam: o excesso de dependência pode comprometer o pensamento crítico e a capacidade humana de resolver problemas de forma autônoma.

Criatividade aumentada ou terceirizada?

A inteligência artificial generativa — capaz de escrever textos, compor músicas, criar imagens e até sugerir soluções técnicas — vem sendo vista como uma aliada poderosa da criatividade. Profissionais de áreas como design, marketing, literatura, cinema e programação passaram a contar com “copilotos” digitais que aceleram processos, reduzem barreiras técnicas e inspiram novas ideias.

No entanto, junto com a facilidade vem uma questão inquietante: estamos nos tornando mais criativos ou apenas mais dependentes?

Em uma matéria publicada pelo MIT Technology Review – Como a IA pode Potencializar a Criatividade – a matéria faz comparações da aplicação da IA na música, estudos, trabalho e dia a dia. Um ponto que pegou nessa matéria foi uma frase do Mike Cook, pesquisador de criatividade computacional no King´s College London – ““Infelizmente, estamos removendo a única coisa que você precisa fazer para desenvolver habilidades criativas por si mesmo, que é falhar,” diz Cook. “Mas absolutamente ninguém quer ouvir isso.”

Ao utilizarmos em demasiado as centenas de ferramentas de IA disponíveis estamos buscando soluções rápidas para problemas que não queremos resolver, soluções que não queremos criar e conhecimento que não querermos buscar por meio de horas e horas de estudos consumindo livros e artigos.

O lado bom: IA como ferramenta de expansão criativa

Para muitos criadores, a IA representa uma espécie de catalisador. Ao sugerir variações, explorar estilos e gerar alternativas rapidamente, ela permite ao ser humano testar ideias que talvez nunca considerasse sozinho.

Exemplos incluem:

  • Designers que usam IA para prototipar logos ou produtos rapidamente.
  • Roteiristas que experimentam novos plots com ajuda de modelos como o GPT.
  • Artistas visuais que combinam estilos clássicos e modernos com um clique.
  • Desenvolvedores que recebem sugestões de código e resoluções de bugs complexos.

Nesses casos, a IA não substitui a criatividade, mas sim a estimula — oferecendo insumos e provocando novas interpretações.

O lado sombrio: a armadilha da comodidade

Entretanto, um estudo publicado em fevereiro de 2025 pela Microsoft Research Cambridge acendeu o alerta. Segundo os pesquisadores, ferramentas de IA generativa “podem inibir o engajamento crítico com o trabalho e potencialmente levar a uma dependência excessiva da ferramenta a longo prazo, diminuindo a habilidade para resolução independente de problemas”.

Há um risco real de que pessoas passem a aceitar a primeira sugestão gerada pela IA como solução final, reduzindo o pensamento crítico, a curiosidade e até a originalidade.

Em outras palavras, ao automatizar partes do processo criativo, a IA também pode minar o esforço necessário para aprender, experimentar e errar — etapas fundamentais da criação humana.

Redução da Diversidade de Ideias: Embora a IA possa melhorar a qualidade percebida das criações, estudos indicam que as ideias geradas tendem a ser mais semelhantes entre si, reduzindo a diversidade e a originalidade.

ixação em Exemplos Gerados por IA: Pesquisas mostram que o uso de geradores de imagens baseados em IA durante tarefas de ideação visual levou a uma maior fixação nos exemplos iniciais, resultando em menos ideias e com menor variedade e originalidade.

Diminuição do Pensamento Crítico no Ambiente de Trabalho: Um estudo da Microsoft Research identificou que trabalhadores que utilizam ferramentas de IA, como o Copilot, tendem a confiar excessivamente nas respostas geradas, reduzindo o engajamento crítico e a capacidade de resolver problemas de forma independente.

Equilíbrio é a chave: IA como parceira, não substituta

Como toda tecnologia, o impacto da IA depende da forma como ela é usada. Quando encarada como ferramenta de apoio — e não como substituto do esforço humano — ela pode enriquecer o processo criativo.

Algumas recomendações para manter esse equilíbrio:

  • Use a IA como provocadora, não como oráculo: deixe que ela traga alternativas, mas faça questão de avaliá-las criticamente.
  • Mantenha a prática manual: continue desenhando, escrevendo, programando — sem recorrer à IA sempre que surgir um bloqueio.
  • Estude os fundamentos: quanto mais você entender o “por trás” da solução, mais útil será a IA como ferramenta e menos como muleta.
  • Desenvolva sua voz própria: lembre-se de que a IA é treinada com o que já existe. Criar algo verdadeiramente novo ainda é papel humano.

Criar ainda é um ato profundamente humano

A IA oferece ferramentas poderosas para potencializar a criatividade, mas é essencial usá-la com discernimento. Incorporar a IA como parceira no processo criativo, sem substituir o esforço humano, pode levar a resultados mais inovadores e autênticos. É fundamental manter o pensamento crítico e a originalidade, garantindo que a tecnologia sirva como um complemento, e não como uma muleta.


Alexandre Bastos é mestre em Administração de Empresas pela FGV, pós-graduado em Gestão da Inovação e Direito Digital pela FIA, pós-graduado em International Business pela BSP, MBA Executivo e pós-graduado em Gestão de Projetos pela Escola de Negócios do IMT, graduado em Sistemas de Informação na FIAP. Com experiência de 22 anos na área de Tecnologia, atualmente trabalha com inovação e consultoria para empresas nacionais e internacionais na Oonder Tecnologia, além de se dedicar a novos negócios e investimentos.

Sobre o colunista

CiênciaTecnologia

“E o Verbo se fez… código?”

O avanço da Inteligência Artificial e o risco de uma fé cega no algoritmo

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”
— Evangelho de João, capítulo 1

Agora, no século XXI, o Verbo continua poderoso — mas cada vez mais ele se materializa em código, prompts e algoritmos. A linguagem, que molda realidades, agora é traduzida por máquinas, interpretada por redes neurais e reproduzida por IAs generativas com fluidez quase divina.

Estamos diante de uma nova era: a era em que a tecnologia parece ter assumido o papel do criador. E a pergunta que ecoa é: estamos prontos para isso?

A nova “encarnação” do conhecimento

Com o avanço da Inteligência Artificial, escrever textos, gerar imagens, compor músicas, criar softwares e até tomar decisões passou a ser tarefa também de máquinas que “falam” com a gente.

A IA já não apenas obedece — ela interpreta, sugere, completa, improvisa. E o que antes era verbo humano (feito de intenção, emoção, ética e contexto), hoje é transformado em tokens, datasets e linhas de código.

Mas ao mesmo tempo que a IA impressiona, ela também assusta.

Riscos do novo “evangelho digital”

1. Desumanização do processo criativo

A IA é rápida, mas não sente. Ao usar máquinas para escrever poesia, compor músicas ou pintar quadros, estamos substituindo emoção por estatística. A arte sem alma pode até entreter, mas não transforma.

2. Fé cega na tecnologia

Começamos a aceitar decisões algorítmicas sem questionar. Como se o código fosse infalível, puro e acima do bem e do mal. Mas todo algoritmo é escrito por humanos — e carrega nossos vieses.

3. Colonização dos sentidos

Estamos consumindo conteúdo cada vez mais gerado por máquinas. Isso molda nosso gosto, nossas ideias e até nossa forma de amar e acreditar. E quando tudo ao nosso redor é otimizado para “engajamento”, o que sobra de espaço para a contemplação e a dúvida?

4. Automação de decisões morais

IA em tribunais, hospitais, segurança pública… Estamos delegando escolhas éticas a sistemas que não têm consciência, apenas lógica. E isso pode custar caro: de injustiças invisíveis a tragédias irreversíveis.

A Ascensão da IA — E o Declínio da Consciência?

A IA está se tornando cada vez mais eficiente em tarefas antes reservadas à mente humana: escrever textos, gerar imagens, responder perguntas, programar, tomar decisões… Tudo isso com velocidade e precisão impressionantes.

Mas há um detalhe essencial: a IA não sente, não crê, não pondera. Ela prevê, calcula e executa com base em padrões — não com base em valores, ética ou empatia.

E aí mora o problema.

O que não pode ser codificado

Podemos transformar palavras em código, sentimentos em dados e comportamentos em estatísticas. Mas algumas coisas continuam fora do alcance da IA:

  • O significado que damos à vida
  • A intenção por trás das escolhas
  • O cuidado com o outro
  • O limite moral da eficiência

A inteligência artificial pode nos ajudar. Mas ela nunca deve nos substituir no que temos de mais humano.

Uma nova religião? Ou um novo alerta?

Há quem trate a IA como um novo oráculo: consultamos o ChatGPT em busca de sabedoria, pedimos que o algoritmo nos diga o que assistir, o que vestir, o que pensar. Estamos mesmo criando uma nova religião digital, onde o código é o novo verbo e o datacenter é o novo templo?

Se o “verbo se fez código”, então é hora de perguntar: quem está escrevendo esse código? Com qual propósito? E a serviço de quem?

A tecnologia não é boa nem má — ela é reflexo de quem a cria e de como a usamos. O avanço da IA é inevitável, mas o modo como lidamos com ele ainda está em aberto. E nesse cenário, talvez a pergunta mais importante não seja “o que a IA pode fazer?”.


Sobre o colunista

Alexandre Bastos é mestre em Administração de Empresas pela FGV, pós-graduado em Gestão da Inovação e Direito Digital pela FIA, pós-graduado em International Business pela BSP, MBA Executivo e pós-graduado em Gestão de Projetos pela Escola de Negócios do IMT, graduado em Sistemas de Informação na FIAP. Com experiência de 22 anos na área de Tecnologia, atualmente trabalha com inovação e consultoria para empresas nacionais e internacionais na Oonder Tecnologia, além de se dedicar a novos negócios e investimentos.

Tecnologia

Vibe Coding: A Revolução de Criar Sites e Apps com Linguagem Natural

Técnica de Vibe Coding faz o uso de linguagem natural para criar códigos de programação e cresce com o uso de ferramentas de IA, facilitando a criação de site e apps para que não sabe programação!!!

Não é bruxaria é tecnologia!

Imagine construir um site ou aplicativo dizendo algo como:

“Quero uma página com fundo azul, menu fixo no topo e um formulário de contato simples no final.”


E pronto — o código é gerado automaticamente.

Isso não é mais ficção científica. Essa é a promessa do Vibe Coding, uma técnica emergente que usa linguagem natural combinada com inteligência artificial para transformar ideias em software funcional, com velocidade e simplicidade nunca antes vistas.

O que é Vibe Coding?

Vibe Coding é o nome dado a um novo estilo de desenvolvimento onde a linguagem humana é usada como entrada principal para a geração de código. É o oposto do modelo tradicional de programação, onde desenvolvedores escrevem linhas complexas em linguagens como HTML, JavaScript ou Python.

Com Vibe Coding, basta dizer ou digitar algo como:

  • “Crie um app de lista de tarefas com categorias coloridas e sincronização com a nuvem.”
  • “Quero um e-commerce com galeria de produtos e integração com WhatsApp.”

E ferramentas baseadas em IA — como GitHub Copilot, ChatGPT, Replit AI ou o novo Devin da Cognition — fazem o trabalho pesado, traduzindo sua intenção em código funcional.

É como conversar com um desenvolvedor invisível que nunca dorme. Credo!

Como a IA está impulsionando essa técnica

O avanço dos modelos de linguagem generativa é o grande motor por trás do Vibe Coding. Plataformas como o ChatGPT-4, Claude, Gemini e outras são treinadas com milhões de linhas de código e interações humanas. Isso permite que elas entendam não só o que é pedido, mas também o contexto, intenção e estilo de cada aplicação.

Na prática, você pode descrever uma ideia em linguagem natural, e a IA:

  1. Interpreta sua intenção
  2. Sugere ou escreve o código necessário
  3. Explica como funciona e como manter ou escalar

Tudo isso em tempo real, dentro de ambientes como VS Code, navegadores ou até por comandos de voz.

Como colocar o Vibe Coding pra funcionar na prática (sem perder a vibe)

Passo 1: Escolha sua varinha mágica (a plataforma de IA)

Primeiro de tudo, você precisa de um assistente de código com IA, tipo um copiloto digital que entende o que você diz e ainda não reclama do café frio.

  • Pode ser o Replit (ótimo pra prototipar rapidinho)
  • Ou o ChatGPT com código
  • Ou o novo Devin, o dev que nunca pede férias

Escolha baseado no que você precisa: performance, custo, ou só alguém que não te julgue por digitar “faça um app que dance com a batida”.

Passo 2: Diga o que você quer (com jeitinho)

Aqui começa a magia do prompt poderoso™. Quanto mais claro, criativo e objetivo você for, mais chances de sair um código que parece feito por gente de verdade e não por uma IA bêbada.

📝 Exemplo de prompt:

Crie uma experiência visual interativa que reaja à música, à interação do usuário ou a dados em tempo real. Quero animações fluidas, coloridas, com aquele toque psicodélico leve. Use JavaScript ou React, e deixe tudo fácil de personalizar pra diferentes moods.

Tá vendo? Tem contexto, tem intenção e tem estilo. Nada de “faz um site aí”, senão vai sair uma coisa que parece feita em 1998.

Passo 3: Lapida essa joia

A IA vai cuspir um código. Não vai ser perfeito (ainda), mas vai ser um bom esqueleto. Tipo uma lasanha sem queijo — tá ali, mas falta tempero.

Aí é hora de:

  • Testar o que saiu
  • Refinar o prompt
  • Repetir até ficar gostoso

Esse ciclo é tipo fazer café: a primeira tentativa pode vir aguada, mas com uns ajustes fica forte, cheiroso e te acorda pra vida.

Passo 4: Revisão final e lançamento

Agora que seu código tá tinindo, é hora de revisar tudo, dar aquele “tapinha no visual” e jogar no mundo. Vale usar linter, revisar com outro humano (caso você conheça algum dev de verdade), ou só confiar no seu sexto sentido.

Depois é só colocar no ar, mostrar pros amigos e fingir que você programou tudo na unha (ninguém precisa saber da IA… 🤫).

O que o Vibe Coding pode causar no mercado?

A adoção em larga escala dessa técnica promete uma disrupção profunda em como criamos tecnologia. Aqui estão alguns impactos prováveis:

ImpactoDescrição
Mudança no perfil do desenvolvedorMais analistas criativos e menos codificadores manuais
Aumento de produtividadeSoftwares que demoravam semanas podem surgir em horas
Pressão sobre modelos tradicionais de agências e fábricas de softwareEquipes menores e mais ágeis conseguem entregar mais com menos
Democratização da criação digitalPequenos negócios e criadores independentes ganham poder de execução
Novas oportunidades educacionaisO foco muda de “aprender sintaxe” para “aprender lógica, design e objetivos”

O que será dos programadores – vai ficar cargo em extinção?

Não é para tanto, ainda vamos precisar e muito, dos programadores e da visão, raciocino lógico e criatividade , e claro aquela avaliação humana. Abaixa o segue o que muda.

Para programadores:

  • Menos tempo com código repetitivo, mais foco em arquitetura e criatividade.
  • Desenvolvedores juniores ganham superpoderes, podendo construir soluções mais sofisticadas com menos conhecimento técnico profundo.
  • Acelera o protótipo e o MVP: ideal para startups que precisam testar ideias rapidamente.

Para não-programadores:

  • O Vibe Coding democratiza o desenvolvimento. Designers, empreendedores e profissionais de outras áreas conseguem colocar ideias em prática sem depender 100% de um time técnico.
  • Surge o conceito do “citizen developer”, onde qualquer pessoa, com um mínimo de instrução, pode gerar produtos digitais funcionais.

Para empresas:

  • Redução de custos com desenvolvimento
  • Maior agilidade em lançamentos e personalizações
  • Empoderamento de times de marketing, produto e UX para criarem protótipos sem esperar TI

O que o Vibe Coding pode causar no mercado?

A adoção em larga escala dessa técnica promete uma disrupção profunda em como criamos tecnologia. Aqui estão alguns impactos prováveis:

ImpactoDescrição
Mudança no perfil do desenvolvedorMais analistas criativos e menos codificadores manuais
Aumento de produtividadeSoftwares que demoravam semanas podem surgir em horas
Pressão sobre modelos tradicionais de agências e fábricas de softwareEquipes menores e mais ágeis conseguem entregar mais com menos
Democratização da criação digitalPequenos negócios e criadores independentes ganham poder de execução
Novas oportunidades educacionaisO foco muda de “aprender sintaxe” para “aprender lógica, design e objetivos”

Dá medo desse futuro? Dá, mas é a realidade.

Estamos apenas no começo. O Vibe Coding, hoje, ainda exige algum conhecimento técnico para validar e ajustar o que é gerado. Mas em pouco tempo, veremos ferramentas mais visuais, mais conversacionais, e cada vez mais intuitivas.

A tendência é que Vibe Coding se torne o novo normal, integrando-se a plataformas low-code, CRMs, geradores de apps e até sistemas operacionais. É possível que a próxima geração já aprenda a criar apps do mesmo jeito que hoje aprendem a escrever um texto no Word.

É uma nova era do desenvolvimento, onde a barreira entre ideia e execução está desaparecendo. Se você trabalha com tecnologia, design, negócios ou educação, vale começar a explorar esse novo paradigma agora mesmo.

Afinal, no mundo do Vibe Coding, quem sabe se expressar bem, também sabe programar.


Sobre o colunista

Alexandre Bastos é mestre em Administração de Empresas pela FGV, pós-graduado em Gestão da Inovação e Direito Digital pela FIA, pós-graduado em International Business pela BSP, MBA Executivo e pós-graduado em Gestão de Projetos pela Escola de Negócios do IMT, graduado em Sistemas de Informação na FIAP. Com experiência de 22 anos na área de Tecnologia, atualmente trabalha com inovação e consultoria para empresas nacionais e internacionais na Oonder Tecnologia, além de se dedicar a novos negócios e investimentos.

EmpreendedorismoNegócios

O Que é uma Startup? Entenda o Conceito e Como Ela se Difere de uma Empresa Tradicional.

O termo “startup” tornou-se popular e muitas vezes é usado para se referir a qualquer empresa que esteja começando um novo negócio, produto ou serviço. Porém, essa visão simplificada está longe de representar a real essência do conceito de uma startup.

A definição de startup vem sendo debatida há anos nas principais escolas de negócios do mundo e por grandes nomes do empreendedorismo global. O que diferencia uma startup de uma empresa tradicional não é apenas o estágio inicial, mas sim a forma como ela opera, cresce e inova.

A seguir apresento as melhores definições, na minha opinião, sobre o que é uma Startup de alguns autores/empreendedores que já estudei, li os livros e admiro.

AutorDefiniçãoÊnfase Principal
Steve Blank“Uma organização temporária projetada para buscar um modelo de negócios repetível e escalável.”Descoberta de modelo de negócios
Eric Ries“Uma instituição humana projetada para criar novos produtos ou serviços sob condições de extrema incerteza.”Inovação sob incerteza
Howard H. Stevenson“A busca por oportunidades além dos recursos atualmente controlados.”Empreendedorismo com recursos limitados
Paul Graham“Uma startup é uma empresa projetada para crescer rapidamente.”Crescimento acelerado

Com base nesses conceitos, é possível perceber que o foco não está simplesmente em “estar começando”, mas sim em encontrar e validar um modelo de negócio inovador, escalável e de rápido crescimento, mesmo em cenários de grande incerteza.

Definindo o conceito de Startup

Levando em consideração a tabela acima e Se uníssemos todos os elementos apresentados, poderíamos chegar à seguinte definição:

“Uma startup é uma organização temporária criada por um time fundador comprometido com uma visão compartilhada, com o objetivo de resolver um problema relevante ou explorar uma oportunidade significativa por meio de um modelo de negócios inovador, repetível e escalável, operando sob condições de extrema incerteza e com potencial de crescimento acelerado.”

Startup é mais uma empresa? Com um nome bonitinho?

Mas afinal a Startup é mais uma empresa? A resposta é não. Existem diversas diferenças como caracterisitcas e requisitos que diferenciam as Startups das empresas tradicionais. Muitas das diferenças refletem abordagens que são aplicadas em ambas para a condução do negócio. Na tabela abaixo aponto algumas das diferenças comparando cada item e que vão muito além da idade ou do porte da empresa — estão relacionadas ao modo de pensar, estruturar e escalar o negócio.

ElementoStartupEmpresa Tradicional
OrigemRecente, com base em inovaçãoEstabelecida há décadas ou séculos
InovaçãoRadical, disruptivaIncremental, com foco em processos existentes
EstruturaHorizontal, ágil, adaptávelHierárquica, com processos rígidos
CrescimentoRápido, escalável, com uso intensivo de tecnologiaGradual, sustentável, com foco em estabilidade
FinanciamentoCapital de risco (venture capital, anjos, crowdfunding)Recursos próprios, reinvestimento de lucros ou financiamento bancário
Cultura OrganizacionalFoco na experimentação e no aprendizado contínuoFoco em conformidade, tradição e estabilidade
Apetite ao RiscoAltoBaixo
Objetivo InicialValidar modelo de negócioExecutar modelo já validado

Entendo a relação entre Startup e empresa Tradicional

Vamos analisar duas empresas startup (Nubank e Loggi)  e duas empresas tradicional ( Banco do Brasil e Correios) para entender melhor a diferença entre elas e comparar duas startups e duas empresas tradicionais no Brasil para ilustrar melhor as diferenças práticas:

Comparando duas empresas no segmento de banco

AspectoNubank (Startup)Banco do Brasil (Tradicional)
Fundação20131808
Modelo de NegócioDigital-first, serviços financeiros via appBancário tradicional com agências físicas
Inovação100% digital, cartão sem tarifas, UX diferenciadaDigitalização incremental de serviços já existentes
CulturaÁgil, horizontal, orientada por dadosHierárquica, processos formais
FinanciamentoCapital de risco (Sequoia, Tencent, Kaszek)Recursos próprios e controle estatal
CrescimentoExponencial – mais de 80 milhões de clientes em poucos anosEstável, sólido, construído ao longo de séculos
RiscoAlto – prioriza crescimento antes da lucratividadeBaixo – foco em estabilidade e solidez

Exemplo agora comparando duas empresas no segmento de Logística.

AspectoLoggi (Startup)Correios (Tradicional)
Fundação20131663 (como estatal desde 1969)
Modelo de NegócioPlataforma logística on-demand com entregadores autônomos via appServiço postal tradicional com rede física nacional
InovaçãoIA para roteirização, APIs logísticas, integração com e-commerceModernização pontual de sistemas e processos
CulturaDigital, disruptiva, orientada à performanceEstatal, regulada, com estrutura rígida
FinanciamentoCapital de risco (SoftBank, Microsoft, GGV Capital)Recursos próprios e apoio do governo
CrescimentoAcelerado – impulsionado pelo boom do e-commerceLento – dependente de estrutura pública
RiscoAlto – margens pequenas e competição intensaBaixo – monopólio e estabilidade estatal

Conclusão

Startups e empresas tradicionais coexistem em um ecossistema empresarial complexo e complementar.

Enquanto startups exploram novos caminhos com ousadia e tecnologia, empresas tradicionais garantem solidez, continuidade e confiança. Ambas são fundamentais, e muitas vezes colaboram entre si — seja via parcerias, investimentos ou aquisições.

Se você é empreendedor ou investidor, entender essas diferenças é essencial para tomar decisões estratégicas, seja para escalar uma startup ou transformar uma empresa tradicional com inovação.

Figue ligado nas série sobre Startups e empreendimento, muita coisa legal vai chegar para você iniciar o seu negócio. Borá empreender.


Sobre o colunista

Alexandre Bastos é mestre em Administração de Empresas pela FGV, pós-graduado em Gestão da Inovação e Direito Digital pela FIA, pós-graduado em International Business pela BSP, MBA Executivo e pós-graduado em Gestão de Projetos pela Escola de Negócios do IMT, graduado em Sistemas de Informação na FIAP. Com experiência de 22 anos na área de Tecnologia, atualmente trabalha com inovação e consultoria para empresas nacionais e internacionais na Oonder Tecnologia, além de se dedicar a novos negócios e investimentos.

Carreira

Conheça os 21 Cargos Que Devem Desaparecer em Breve

Seu Emprego Está em Risco? Descubra as Profissões que Podem Desaparecer até 2030 — e Como Proteger sua Carreira

Com base na reportagem atual da Forbes Brasil, publicada em 21 de abril de 2025, a inteligência artificial (IA) e a automação têm potencial para tornar mais de 90 milhões de empregos obsoletos até 2030, o equivalente a cerca de 8% dos postos de trabalho globais. A previsão é do Fórum Econômico Mundial e é reforçada por uma pesquisa da McKinsey, que aponta que cerca de 12 milhões de empregos podem desaparecer só nos EUA e Europa nos próximos cinco anos.

Cargos como caixas, operadores de telemarketing, digitadores e auxiliares administrativos estão entre os mais ameaçados, de acordo com dados do Fórum Econômico Mundial e estudos recentes da Forbes Brasil.

Mas a boa notícia é que novas profissões estão surgindo rapidamente, especialmente nas áreas de tecnologia, saúde digital, energia limpa e sustentabilidade. Habilidades como pensamento crítico, adaptabilidade e domínio digital são os grandes diferenciais para quem quer manter sua carreira relevante.

💼 Cargos com maior risco de extinção até 2030:

Segundo a Forbes, Fórum Econômico Mundial, LinkedIn e London Institute of Banking and Technology, os 21 cargos mais ameaçados incluem:

  1. Atendentes dos correios
  2. Caixas
  3. Operadores de telemarketing
  4. Auxiliares de contabilidade
  5. Digitadores
  6. Agentes de viagens
  7. Leituristas de consumo
  8. Técnicos de laboratório (algumas especialidades)
  9. Trabalhadores de fábricas em linhas de produção
  10. Montadores e operadores de máquinas
  11. Recepcionistas
  12. Operadores de pedágio
  13. Funcionários de locadoras e bilheterias físicas
  14. Operadores de fotocopiadoras
  15. Entregadores (substituídos por drones e robôs)
  16. Motoristas (com a evolução dos veículos autônomos)
  17. Funcionários de call centers
  18. Arquivistas e bibliotecários tradicionais
  19. Controladores de inventário
  20. Trabalhadores de data entry
  21. Auxiliares administrativos

🚀 Oportunidades emergentes e como se proteger

Apesar do impacto negativo da automação, o mesmo estudo aponta que até 170 milhões de novos empregos devem surgir no mundo até 2030 — muitos deles ainda inexistentes. Isso pode representar um saldo positivo de 78 milhões de novas funções.

Áreas como tecnologia da informação, energia limpa, saúde, finanças digitais e inteligência artificial devem impulsionar esse crescimento. Cargos como especialista em IA, analista de cibersegurança, gerente de sustentabilidade e desenvolvedor de software estão entre os mais promissores.

✅ Como blindar sua carreira

Para se manter relevante em um cenário em rápida transformação, especialistas recomendam:

  • Aprendizado contínuo: Cursos de curta e longa duração, certificações e especializações.
  • Adaptação digital: Familiaridade com tecnologias emergentes, mesmo em áreas não técnicas.
  • Desenvolvimento de soft skills: Inteligência emocional, criatividade, pensamento crítico e colaboração.
  • Mobilidade profissional: Estar aberto à mudança de área ou atuação híbrida entre setores.
Carreira

Setores em Destaque e profissões mais desejadas em 2025.

​Conheça as Profissões mais desejadas pelos brasileiros em 2025: tendências, salários e setores em ascensão

O mercado de trabalho brasileiro em 2025 está passando por transformações significativas, impulsionadas por avanços tecnológicos, mudanças sociais e novas demandas econômicas. Diversos setores estão em destaque, oferecendo oportunidades promissoras para profissionais qualificados.​

Essas fontes destacam que setores como Tecnologia da Informação, Saúde, Engenharia, Vendas e Marketing, além de Turismo e Hospitalidade, estão em alta, oferecendo salários competitivos e oportunidades promissoras.​

Setores em Destaque

1. Tecnologia da Informação (TI)

A área de TI continua em expansão, com alta demanda por especialistas em diversas funções:​

  • Gerente de TI (generalista): Salários variam de R$ 20.400 a R$ 34.200.
  • Desenvolvedor(a) Back-end: Salários entre R$ 12.250 e R$ 20.600.
  • Engenheiro(a) de Dados: Responsável por gerenciar e organizar dados, com foco em big data e computação em nuvem.
  • Especialista em Inteligência Artificial: Profissional que desenvolve soluções baseadas em IA para otimizar processos empresariais.

2. Saúde e Bem-Estar

Com a crescente preocupação com a saúde mental e física, algumas profissões ganham destaque:​

  • Neuropsicólogo(a): Especialista em avaliar e tratar distúrbios neurológicos e comportamentais.
  • Psicólogo(a) Pediátrico(a): Foca no desenvolvimento emocional e comportamental de crianças e adolescentes.
  • Assistente de Patologia: Atua na coleta e preparação de amostras médicas para testes laboratoriais.

3. Vendas e Marketing

A busca por profissionais que impulsionem as vendas e fortaleçam a presença de marcas é crescente:​

  • Gerente Nacional de Vendas: Salários entre R$ 19.000 e R$ 33.730.
  • Executivo(a) de Contas: Responsável por gerenciar relacionamentos com clientes estratégicos.
  • Especialista em Geração de Leads (SDR): Foca na identificação e qualificação de potenciais clientes.

4. Engenharia e Indústria

Com o crescimento de setores como agronegócio e infraestrutura, algumas engenharias estão em alta:​

  • Engenheiro(a) de Segurança de Processo: Atua na prevenção de acidentes em ambientes industriais.
  • Engenheiro(a) de Produção: Foca na otimização de processos produtivos.
  • Engenheiro(a) de Custos: Responsável por estimar e controlar os custos de projetos.​

5. Turismo e Hospitalidade

Profissões relacionadas a viagens e hospitalidade estão ganhando popularidade:​

  • Piloto de Aeronaves: Profissional responsável pela condução segura de voos comerciais.
  • Comissário(a) de Bordo: Garante o conforto e segurança dos passageiros durante o voo.
  • Agente de Viagens: Planeja e organiza viagens personalizadas para clientes.

Além disso, habilidades comportamentais como inteligência emocional, pensamento crítico e adaptabilidade são cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho atual.

Para quem busca se posicionar nas profissões mais desejadas de 2025, investir em educação continuada, desenvolver habilidades técnicas e comportamentais, além de estar atento às tendências do mercado, são passos fundamentais para o sucesso profissional.​

Fonte: 3E, Fonte: O Globo, Fonte: Robert Half, Fonte: Forbes Brasil, Fonte: Exame

Carreira

TRT-2 abre seleção para Técnicos e Analistas.

Com vagas distribuídas os salários podem chegar a R$ 18,4 mil.

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), com sede em São Paulo, se prepara para lançar um novo concurso público destinado ao provimento de cargos nas áreas de apoio técnico e analista. A seleção é uma excelente oportunidade para profissionais de nível superior que desejam ingressar no serviço público com ótimas condições salariais e de carreira.

A organização sob responsabilidade da Fundação Carlos Chagas (FCC), banca tradicional em concursos da Justiça do Trabalho.

Cargos e Especialidades

Serão oferecidas ao menos 7 vagas imediatas, além da formação de cadastro reserva para diversas áreas. Todos os cargos exigem nível superior completo. As oportunidades previstas incluem:

Técnico Judiciário

  • Área Administrativa (CR)
  • Tecnologia da Informação (3 vagas)
  • Agente de Polícia Judicial (CR)

Analista Judiciário

  • Área Judiciária (CR)
  • Área Administrativa (CR)
  • Contabilidade (CR)
  • Oficial de Justiça Avaliador Federal (CR)
  • Engenharia (Civil, Elétrica, Mecânica – 1 vaga cada)
  • Engenharia de Segurança do Trabalho (CR)
  • Estatística, Serviço Social, Medicina (várias especialidades), TI (CR)

Remuneração Atualizada (fev/2025)

  • Técnico Judiciário: R$ 10.512,91
  • Técnico – Agente de Polícia Judicial: R$ 11.833,07
  • Analista Judiciário: R$ 15.455,18
  • Analista – Oficial de Justiça: R$ 18.479,07

Além dos salários atrativos, os servidores têm acesso a benefícios como:

  • Auxílio-alimentação de R$ 1.460,00
  • Assistência médica e odontológica
  • Auxílio pré-escolar

Etapas do Processo Seletivo

O concurso contará com:

  • Prova Objetiva (60 questões de múltipla escolha): cobrando Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Legislação, Direitos Humanos, Informática e conhecimentos específicos da área.
  • Prova Discursiva: redação para Técnicos e estudo de caso para Analistas.
  • Teste de Aptidão Física (TAF): apenas para o cargo de Agente de Polícia Judicial.

As provas estão previstas para ocorrer no dia 25 de maio de 2025.

Como se Inscrever

Inscrições

As inscrições deverão ser realizadas no site da Fundação Carlos Chagas (FCC) assim que o edital for publicado. É importante acompanhar o site oficial para atualizações e informações detalhadas sobre o processo seletivo.​Gran Cursos Online+6Concursos+6JC Concursos+6

Para mais detalhes e atualizações, você pode acessar o site da FCC e o JC Concursos.