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O Que é uma Startup? Entenda o Conceito e Como Ela se Difere de uma Empresa Tradicional.

O termo “startup” tornou-se popular e muitas vezes é usado para se referir a qualquer empresa que esteja começando um novo negócio, produto ou serviço. Porém, essa visão simplificada está longe de representar a real essência do conceito de uma startup.

A definição de startup vem sendo debatida há anos nas principais escolas de negócios do mundo e por grandes nomes do empreendedorismo global. O que diferencia uma startup de uma empresa tradicional não é apenas o estágio inicial, mas sim a forma como ela opera, cresce e inova.

A seguir apresento as melhores definições, na minha opinião, sobre o que é uma Startup de alguns autores/empreendedores que já estudei, li os livros e admiro.

AutorDefiniçãoÊnfase Principal
Steve Blank“Uma organização temporária projetada para buscar um modelo de negócios repetível e escalável.”Descoberta de modelo de negócios
Eric Ries“Uma instituição humana projetada para criar novos produtos ou serviços sob condições de extrema incerteza.”Inovação sob incerteza
Howard H. Stevenson“A busca por oportunidades além dos recursos atualmente controlados.”Empreendedorismo com recursos limitados
Paul Graham“Uma startup é uma empresa projetada para crescer rapidamente.”Crescimento acelerado

Com base nesses conceitos, é possível perceber que o foco não está simplesmente em “estar começando”, mas sim em encontrar e validar um modelo de negócio inovador, escalável e de rápido crescimento, mesmo em cenários de grande incerteza.

Definindo o conceito de Startup

Levando em consideração a tabela acima e Se uníssemos todos os elementos apresentados, poderíamos chegar à seguinte definição:

“Uma startup é uma organização temporária criada por um time fundador comprometido com uma visão compartilhada, com o objetivo de resolver um problema relevante ou explorar uma oportunidade significativa por meio de um modelo de negócios inovador, repetível e escalável, operando sob condições de extrema incerteza e com potencial de crescimento acelerado.”

Startup é mais uma empresa? Com um nome bonitinho?

Mas afinal a Startup é mais uma empresa? A resposta é não. Existem diversas diferenças como caracterisitcas e requisitos que diferenciam as Startups das empresas tradicionais. Muitas das diferenças refletem abordagens que são aplicadas em ambas para a condução do negócio. Na tabela abaixo aponto algumas das diferenças comparando cada item e que vão muito além da idade ou do porte da empresa — estão relacionadas ao modo de pensar, estruturar e escalar o negócio.

ElementoStartupEmpresa Tradicional
OrigemRecente, com base em inovaçãoEstabelecida há décadas ou séculos
InovaçãoRadical, disruptivaIncremental, com foco em processos existentes
EstruturaHorizontal, ágil, adaptávelHierárquica, com processos rígidos
CrescimentoRápido, escalável, com uso intensivo de tecnologiaGradual, sustentável, com foco em estabilidade
FinanciamentoCapital de risco (venture capital, anjos, crowdfunding)Recursos próprios, reinvestimento de lucros ou financiamento bancário
Cultura OrganizacionalFoco na experimentação e no aprendizado contínuoFoco em conformidade, tradição e estabilidade
Apetite ao RiscoAltoBaixo
Objetivo InicialValidar modelo de negócioExecutar modelo já validado

Entendo a relação entre Startup e empresa Tradicional

Vamos analisar duas empresas startup (Nubank e Loggi)  e duas empresas tradicional ( Banco do Brasil e Correios) para entender melhor a diferença entre elas e comparar duas startups e duas empresas tradicionais no Brasil para ilustrar melhor as diferenças práticas:

Comparando duas empresas no segmento de banco

AspectoNubank (Startup)Banco do Brasil (Tradicional)
Fundação20131808
Modelo de NegócioDigital-first, serviços financeiros via appBancário tradicional com agências físicas
Inovação100% digital, cartão sem tarifas, UX diferenciadaDigitalização incremental de serviços já existentes
CulturaÁgil, horizontal, orientada por dadosHierárquica, processos formais
FinanciamentoCapital de risco (Sequoia, Tencent, Kaszek)Recursos próprios e controle estatal
CrescimentoExponencial – mais de 80 milhões de clientes em poucos anosEstável, sólido, construído ao longo de séculos
RiscoAlto – prioriza crescimento antes da lucratividadeBaixo – foco em estabilidade e solidez

Exemplo agora comparando duas empresas no segmento de Logística.

AspectoLoggi (Startup)Correios (Tradicional)
Fundação20131663 (como estatal desde 1969)
Modelo de NegócioPlataforma logística on-demand com entregadores autônomos via appServiço postal tradicional com rede física nacional
InovaçãoIA para roteirização, APIs logísticas, integração com e-commerceModernização pontual de sistemas e processos
CulturaDigital, disruptiva, orientada à performanceEstatal, regulada, com estrutura rígida
FinanciamentoCapital de risco (SoftBank, Microsoft, GGV Capital)Recursos próprios e apoio do governo
CrescimentoAcelerado – impulsionado pelo boom do e-commerceLento – dependente de estrutura pública
RiscoAlto – margens pequenas e competição intensaBaixo – monopólio e estabilidade estatal

Conclusão

Startups e empresas tradicionais coexistem em um ecossistema empresarial complexo e complementar.

Enquanto startups exploram novos caminhos com ousadia e tecnologia, empresas tradicionais garantem solidez, continuidade e confiança. Ambas são fundamentais, e muitas vezes colaboram entre si — seja via parcerias, investimentos ou aquisições.

Se você é empreendedor ou investidor, entender essas diferenças é essencial para tomar decisões estratégicas, seja para escalar uma startup ou transformar uma empresa tradicional com inovação.

Figue ligado nas série sobre Startups e empreendimento, muita coisa legal vai chegar para você iniciar o seu negócio. Borá empreender.


Sobre o colunista

Alexandre Bastos é mestre em Administração de Empresas pela FGV, pós-graduado em Gestão da Inovação e Direito Digital pela FIA, pós-graduado em International Business pela BSP, MBA Executivo e pós-graduado em Gestão de Projetos pela Escola de Negócios do IMT, graduado em Sistemas de Informação na FIAP. Com experiência de 22 anos na área de Tecnologia, atualmente trabalha com inovação e consultoria para empresas nacionais e internacionais na Oonder Tecnologia, além de se dedicar a novos negócios e investimentos.

CiênciaNegócios

A Fragmentação Digital na Era da Geopolítica Tecnológica.

O Novo Mapa da Geopolítica Tecnológica Global​

A fragmentação digital — a divisão da internet e das tecnologias digitais em blocos geopolíticos distintos — tornou-se uma realidade incontornável no cenário global. Impulsionada por disputas comerciais, guerras e políticas de segurança nacional, essa fragmentação está redefinindo o fluxo de dados, cadeias de suprimentos e a governança digital.

Em um mundo cada vez mais impactado por questões geopolíticas, a fragmentação digital se tornou uma realidade incontestável para usuários, empresas e, principalmente, governos. A internet, que antes era vista como uma rede global e aberta, está se transformando em um conjunto de redes nacionais, com acessos restritos e regulados por interesses políticos e econômicos. A Experiência Digital agora é cada vez mais moldada por barreiras geopolíticas e regulatórias.

O Que é Fragmentação Digital?

A fragmentação digital refere-se à crescente divisão da infraestrutura digital global em sistemas separados e, muitas vezes, incompatíveis. Isso ocorre devido a políticas nacionais que impõem restrições ao fluxo de dados, exigências de localização de dados e padrões técnicos divergentes. Esse fenômeno resulta em uma internet menos interconectada e mais segmentada por fronteiras políticas e econômicas.

O que funciona no Brasil pode ser inviável nos Estados Unidos ou na Ásia. Enquanto determinadas regulamentações se tornam essenciais na Europa, elas podem ser irrelevantes para a América do norte ou sul. A ideia original de uma internet global e universal está se fragmentando diante dos nossos olhos, dando lugar a blocos digitais distintos. Esse fenômeno, conhecido como “splinternet”, marca um cenário onde cada país define sua própria fronteira digital, criando um mosaico de redes nacionais isoladas, regidas por políticas locais e, muitas vezes, incompatíveis entre si.

Conceito e Características da Fragmentação Digital

A fragmentação digital, também chamada de “balkanização da internet”, ocorre quando países ou blocos econômicos impõem restrições à circulação de dados, impõem padrões técnicos distintos e bloqueiam acesso a tecnologias ou plataformas estrangeiras (DeNardis, 2014). As manifestações típicas incluem:

  1. Divergência de padrões de cibersegurança e privacidade;
  2. Leis de localização de dados (data localization);
  3. Barreiras a plataformas e serviços estrangeiros;
  4. Censura estatal e firewalls nacionais.

Fatores Geopolíticos Recentes

Impacto da Guerra Comercial EUA-China

A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, intensificada durante a administração Trump, acelerou a fragmentação digital. Tarifas de até 145% sobre produtos chineses e restrições a empresas como Huawei e TikTok exemplificam essa tendência. Os EUA também alegam riscos à soberania nacional no caso da Huawei e ZTE com a solução 5G dessas empresas. No caso do TikTok, o banimento, é um exemplo claro de “decouplind digital” ou desacoplamento tecnológico.

Como resultado, as importações americanas de hardware de TI e eletrônicos de consumo chineses caíram 62% desde 2018, com países como México e Taiwan ganhando participação de mercado.

Consequências da Guerra na Ucrânia e Isolamento da Rússia

A invasão da Ucrânia em 2022 levou a sanções digitais contra a Rússia, além de uma fuga de cerca de 100.000 profissionais de TI, o que equivale a 10% da força de trabalho do setor no país (Atlantic Council, 2023). A Rússia, por sua vez, intensificou esforços de substituição de tecnologia estrangeira e desenvolveu sua própria “internet soberana”.

Impactos Econômicos e Tecnológicos

A fragmentação digital impõe desafios substanciais à economia global, à inovação tecnológica e à governança da internet. Ao substituir um modelo aberto e interoperável por sistemas fechados e regionalizados, o fenômeno compromete diretamente os fundamentos da economia digital e a fluidez das cadeias de valor globais.

Do ponto de vista econômico, a imposição de barreiras nacionais ao fluxo de dados — como leis de localização de dados (data localization) e restrições de transferência transfronteiriça — eleva os custos operacionais de empresas multinacionais, que precisam adaptar suas infraestruturas às exigências regulatórias específicas de cada jurisdição (OCDE, 2022). Esse aumento de complexidade reduz a eficiência operacional, limita a escala global de plataformas digitais e afeta negativamente a competitividade, sobretudo de empresas menores que não dispõem de recursos para se adequar a múltiplas legislações.

Além disso, a fragmentação compromete a conectividade tecnológica global, criando ambientes incompatíveis que dificultam a padronização e a adoção de tecnologias emergentes. Soluções baseadas em inteligência artificial, internet das coisas (IoT), blockchain e 5G dependem de ecossistemas amplos, interoperáveis e alimentados por dados massivos e diversos — características que são comprometidas quando o acesso e o compartilhamento de dados são segmentados por blocos geopolíticos.

Estudos da Organização Mundial do Comércio (WTO, 2024) estimam que um cenário de fragmentação digital acentuada poderá reduzir o crescimento do comércio digital global em até 12% até 2030, impactando negativamente economias interdependentes e retardando a digitalização em países em desenvolvimento. A exclusão de fornecedores e plataformas com base em critérios políticos ou de segurança nacional, como no caso da Huawei ou do TikTok, também gera externalidades negativas como a duplicação de infraestruturas tecnológicas e a fragmentação de padrões de cibersegurança.

Por fim, a fragmentação digital amplia a desigualdade global em acesso à tecnologia, dificultando a participação equitativa de países menos desenvolvidos na economia digital. A criação de “esferas tecnológicas rivais” pode levar a uma nova divisão global: não apenas econômica, mas também informacional, com implicações diretas para soberania digital, privacidade, cibersegurança e inovação.

Perspectivas e Propostas de Mitigação

A crescente fragmentação digital tem impulsionado iniciativas globais que buscam equilibrar a soberania digital com a necessidade de interoperabilidade e confiança nos fluxos de dados transfronteiriços. Entre as propostas mais relevantes, destacam-se:​

Fluxo de Dados com Confiança (DFFT)

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) promove o conceito de “Data Free Flow with Trust” (DFFT), que visa facilitar os fluxos de dados internacionais ao mesmo tempo em que assegura a proteção da privacidade, segurança e direitos dos usuários. Essa abordagem busca harmonizar políticas nacionais divergentes e reduzir barreiras desnecessárias ao comércio digital, promovendo um ambiente digital global mais coeso. ( acesso completo a matéria no link https://www.oecd.org/en/topics/policy-issues/data-flows-and-governance.html?utm_source=chatgpt.com).

Iniciativas Multilaterais: JSI e DEPA

A Iniciativa Conjunta sobre Comércio Eletrônico (JSI) da Organização Mundial do Comércio (OMC) reúne 90 países em negociações para estabelecer regras comuns sobre fluxos de dados, localização de dados e proteção de consumidores. Embora haja divergências, especialmente entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, a JSI representa um esforço significativo para mitigar a fragmentação digital. ​

Paralelamente, o Acordo de Parceria da Economia Digital (DEPA), firmado por Chile, Cingapura e Nova Zelândia, serve como modelo para acordos que equilibram a livre circulação de dados com a proteção da privacidade e segurança. O DEPA é visto como um “laboratório regulatório” que pode influenciar futuras negociações multilaterais. Fonte: Cambridge Core

Pacto Digital Global da ONU

A Organização das Nações Unidas propôs o “Global Digital Compact”, uma iniciativa que visa estabelecer princípios compartilhados para um ambiente digital inclusivo e seguro. O pacto aborda questões como conectividade universal, prevenção da fragmentação da internet, proteção de dados e direitos humanos online. Espera-se que esse esforço promova uma governança digital mais coordenada e equitativa.

Modelos Tecnológicos Inovadores

Diante dos desafios regulatórios, surgem propostas tecnológicas como o modelo de dados mantidos pelo usuário (“user-held data model”), que permite aos indivíduos armazenar e controlar seus dados localmente. Essa abordagem visa reduzir a necessidade de transferências internacionais de dados, minimizando riscos legais e fortalecendo a autonomia dos usuários.

Cooperação Regional: O Caso da ASEAN

A Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) está desenvolvendo um acordo regional de economia digital que busca harmonizar políticas sobre fluxos de dados, proteção de dados e regulamentação de inteligência artificial. Apesar das divergências internas, essa iniciativa representa um passo importante para reduzir a fragmentação digital na região. Fonte Hinrich Foundation

Conclusão

A fragmentação digital é um reflexo da nova ordem geopolítica, onde a tecnologia tornou-se um campo estratégico de poder. Seus impactos são amplos e profundos, exigindo ação coordenada entre governos, setor privado e academia para evitar um ciberespaço totalmente fragmentado, desigual e ineficiente.

Parece loucura? Para quem viveu o nascimento da internet como um espaço aberto e sem fronteiras, testemunhar essa rápida fragmentação digital pode parecer um sinal alarmante dos tempos sombrios que estão por vir.

Referências

  • Atlantic Council. (2023). Russia’s Digital Tech Isolationism. Retrieved from: https://www.atlanticcouncil.org
  • Chander, A., & Le, U. P. (2014). Breaking the Web: Data Localization vs. the Global Internet. Emory Law Journal, 64.
  • DeNardis, L. (2014). The Global War for Internet Governance. Yale University Press.
  • MIT Technology Review. (2022). The Splinternet is Growing. Retrieved from: https://www.technologyreview.com
  • OCDE. (2022). Digital Trade and Data Flows. OECD Digital Economy Papers, No. 319.
  • SCMP. (2022). US-China Trade War and the Collapse of IT Imports. Retrieved from: https://www.scmp.com
  • WTO. (2024). World Trade Outlook 2024. Retrieved from: https://www.wto.org

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Sobre o colunista

Alexandre Bastos é mestre em Administração de Empresas pela FGV, pós-graduado em Gestão da Inovação e Direito Digital pela FIA, pós-graduado em International Business pela BSP, MBA Executivo e pós-graduado em Gestão de Projetos pela Escola de Negócios do IMT, graduado em Sistemas de Informação na FIAP. Com experiência de 22 anos na área de Tecnologia, atualmente trabalha com inovação e consultoria para empresas nacionais e internacionais na Oonder Tecnologia, além de se dedicar a novos negócios e investimentos.

EmpreendedorismoNegócios

O Lado Que Ninguém Conta Sobre Empreender

A Dor Real do EmpreendeDORismo — Por Que Empreender É Tão Difícil (e o Que Fazer Para Vencer os Desafios)

Nos feeds do LinkedIn, Instagram ou nos discursos de eventos sobre inovação, o empreendedorismo costuma ser pintado com cores vibrantes: liberdade, propósito, flexibilidade e sucesso. Mas por trás dessas palavras inspiradoras, existe uma realidade muito mais crua, silenciosa — e muitas vezes solitária.

Empreender dói. E dói muito.

A dor não está apenas na falta de dinheiro ou no cansaço físico, mas na insegurança constante, na responsabilidade solitária, no medo de falhar, no peso de tomar decisões difíceis e conviver com a incerteza todos os dias.

Os Números Mostram: Empreender é Sobre Sobreviver

Segundo o SEBRAE:

  • 60% das empresas no Brasil fecham em até 5 anos.
  • A maior parte por falta de planejamento financeiro, gestão deficiente e falta de preparo emocional.
  • O empreendedor brasileiro trabalha, em média, 12 horas por dia, sem férias e sem 13º.

E o mais preocupante: 38% dos empreendedores relatam sintomas de ansiedade e burnout, segundo estudo da Endeavor.

Os Principais Desafios de Quem Empreende

Falta de Planejamento e Gestão Financeira

  • 60% das empresas fecham em até 5 anos (Sebrae).
  • 82% dos empreendedores não controlam o fluxo de caixa.
  • Muitos misturam contas pessoais e empresariais, o que leva a decisões ruins e endividamento.

📌 Solução: domine o básico de finanças, use ferramentas simples (como planilhas ou apps), e nunca misture finanças pessoais com as do negócio.

Excesso de Carga de Trabalho e Burnout

  • 49% trabalham mais de 60 horas semanais.
  • 40% relatam desequilíbrio entre vida pessoal e profissional.
  • A saúde mental é um dos temas mais negligenciados no mundo empreendedor.

📌 Solução: organize uma rotina sustentável, delegue quando possível e cuide da saúde mental como parte do plano de negócios.

Dificuldade de Vendas e Captação de Clientes

  • Muitos empreendedores têm produtos bons, mas não sabem vender.
  • Falta de posicionamento, marketing e canais eficientes impede o crescimento.

📌 Solução: estude marketing digital, funis de vendas e técnicas de negociação. Ter um bom produto não basta — é preciso gerar valor percebido.

Burocracia e Tributos

  • O Brasil é um dos países mais burocráticos do mundo para quem empreende. Chega a ser um absurdo os tributos que o governo cobra dos que realmente querem resolver problemas e prosperar no pais.
  • São mais de 1.500 horas/ano gastas com obrigações fiscais (Banco Mundial).

📌 Solução: conte com um contador confiável e invista em automação fiscal. Conhecer o básico do regime tributário evita multas e prejuízos.

E O Que Fazer Para Superar e Ter Sucesso?

Apesar de tudo, empreender ainda é uma das formas mais poderosas de transformar realidades, gerar riqueza e liberdade pessoal. Mas é preciso estar preparado de verdade.

1. Tenha clareza de propósito

Empreender apenas por dinheiro não sustenta no longo prazo. Propósito é o que te levanta quando tudo dá errado.

2. Domine a gestão

Estude fluxo de caixa, margem de contribuição, precificação, vendas e marketing. Não terceirize totalmente o coração do seu negócio.

3. Construa uma rede de apoio

Mentores, empreendedores, aceleradoras, grupos de networking. Estar com quem vive os mesmos desafios muda tudo.

4. Digitalize e inove constantemente

O mundo muda rápido. Seu negócio também precisa mudar. Invista em tecnologia, automação e melhoria contínua.

5. Cuide da sua saúde mental

Você é o ativo mais importante da empresa. Terapia, exercícios, alimentação e descanso fazem parte da estratégia de crescimento.

Empreender é Difícil, Mas Pode Ser Transformador

Empreender não é um caminho fácil de percorrer.

É carregar nas costas o peso de decisões difíceis, noites sem sono e incertezas constantes. É lidar com o medo do fracasso, com as contas que não esperam, e com a pressão de fazer dar certo, mesmo quando tudo parece estar contra você.

Mas é também sobre persistir quando a vontade de desistir aparece. Sobre acreditar mais em Deus, no invisível, construir no improvável e buscar força onde parece não haver mais.

Empreender é uma jornada solitária às vezes, mas também é um chamado para os ousados, para quem acredita que pode transformar sonhos em realidade.

A dor de empreender pode parecer insuportável em certos momentos, mas ela molda, ensina e fortalece. E no final, para aqueles que resistem e superam, a recompensa é maior do que qualquer obstáculo enfrentado.

Afinal, o que nasce da dor carrega em si o poder de transformar vidas, abrir caminhos e deixar um legado.

Sobre o colunista

Alexandre Bastos é mestre em Administração de Empresas pela FGV, pós-graduado em Gestão da Inovação e Direito Digital pela FIA, pós-graduado em International Business pela BSP, MBA Executivo e pós-graduado em Gestão de Projetos pela Escola de Negócios do IMT, graduado em Sistemas de Informação na FIAP. Com experiência de 22 anos na área de Tecnologia, atualmente trabalha com inovação e consultoria para empresas nacionais e internacionais na Oonder Tecnologia, além de se dedicar a novos negócios e investimentos.

CarreiraLiderançaNegócios

Profissões do Futuro: As Habilidades que Vão Decidir Quem Fica e Quem Sai do Jogo

As 10 Habilidades-Chave para as Profissões do Futuro (baseadas no Future of Jobs Report 2023 – WEF)

Você está pronto para os empregos que ainda nem existem?

Essa pergunta pode soar estranha, mas ela é mais atual do que nunca. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, até 2030, mais de 1 bilhão de empregos – quase um terço dos empregos globais – serão transformados pela tecnologia. Ou seja: quem não se adaptar, corre o risco de ser deixado para trás.

A seguir, você vai descobrir quais são as habilidades que vão moldar as profissões do futuro — e o que você pode começar a desenvolver hoje para garantir seu espaço no mercado de amanhã.

1️⃣ Pensamento Analítico e Inovação

  • A habilidade mais demandada até 2027.
  • Envolve resolver problemas complexos de forma criativa e com base em dados.
  • Aplicações: análise de dados, design de produtos, otimização de processos.

2️⃣ Aprendizado Contínuo e Curiosidade

  • A capacidade de aprender a aprender será seu diferencial competitivo.
  • Segundo a IBM, 120 milhões de trabalhadores precisarão de recapacitação nos próximos três anos.
  • Dica: invista em microcertificações e cursos online constantemente.

3️⃣ Pensamento Crítico

  • Não basta aceitar dados — é preciso interpretá-los.
  • Importante para profissionais que lidam com IA, ética, decisões estratégicas.

4️⃣ Criatividade, Originalidade e Iniciativa

  • Máquinas replicam. Humanos inovam.
  • Serão essenciais para áreas como marketing, design, conteúdo e UX.

5️⃣ Liderança e Influência Social

  • Liderança não é sobre hierarquia, é sobre impacto.
  • Com times remotos e híbridos, a influência emocional e a capacidade de guiar sem controlar são cruciais.

Soft Skills em altaHard Skills em alta
Inteligência emocionalProgramação e automação
Comunicação adaptávelAnálise de dados e BI
Resolução de conflitosCybersegurança e Cloud computing
Colaboração multiculturalIA e Machine Learning

Profissões em Ascensão: Onde Essas Habilidades Serão Aplicadas

De acordo com o relatório do LinkedIn “Jobs on the Rise 2024”, estas são algumas das profissões do futuro mais promissoras:

ProfissãoHabilidades-chave
Especialista em IAProgramação, machine learning, pensamento ético
Analista de DadosPensamento analítico, estatística, SQL
Designer de Experiência (UX/UI)Criatividade, empatia, prototipagem
Especialista em SustentabilidadePensamento sistêmico, ESG, inovação
Consultor de Transformação DigitalLiderança, visão de negócio, automação
Terapeuta Digital e Coach de Bem-estarInteligência emocional, escuta ativa, human skills

Como Começar a Se Preparar Hoje

🎯 Dicas práticas:

  1. Faça um mapeamento de suas habilidades com ferramentas como o Skill Mapping do Coursera.
  2. Acompanhe tendências em sites como Future of Work Hub, WEF, Singularity University.
  3. Desenvolva um learning mindset — estude todos os dias, nem que seja 15 minutos.
  4. Participe de comunidades e eventos online sobre inovação e carreiras digitais.

O Futuro é de Quem se Reinventa

O futuro do trabalho não será sobre diplomas — será sobre habilidades, adaptabilidade e propósito. A pergunta não é mais “qual profissão você quer seguir?”, mas sim “quais problemas você quer resolver?”

Quem souber aprender, colaborar, inovar e liderar, independente da função, estará sempre em demanda.

Negócios

Vale a Pena Comprar iPhone nos Estados Unidos?

Entenda se realmente vale a pena e veja as Vantagens, Desvantagens e Como Fazer Isso com Segurança

Comprar um iPhone é o desejo de muitos brasileiros, mas os altos preços praticados no Brasil podem tornar esse sonho distante. Por isso, uma alternativa atrativa tem sido adquirir o aparelho nos Estados Unidos, onde os preços são bem mais acessíveis. Mas será que realmente vale a pena? Quais são os riscos e cuidados necessários? A seguir, veja tudo o que você precisa saber.

Vantagens de Comprar iPhone nos EUA

    1 – Preço mais baixo

    O principal atrativo é o preço. Um iPhone 15 Pro, por exemplo, pode custar cerca de US$ 999 nos EUA, enquanto no Brasil o mesmo modelo pode ultrapassar R$ 9.000, dependendo da loja e do modelo.
    Mesmo com o câmbio, taxas e impostos, o valor final costuma ser 30% a 50% mais barato do que no Brasil.

    2- Lançamentos mais rápidos

    Os Estados Unidos são sempre o primeiro país a receber os lançamentos da Apple. Ou seja, você consegue comprar um novo modelo meses antes de ele chegar oficialmente ao Brasil.

    3- Mais opções de modelos e cores

    Nos EUA, há maior variedade de opções, especialmente no início das vendas. Isso inclui versões com mais armazenamento e cores exclusivas que podem não estar disponíveis no Brasil.

    4 – Garantia internacional da Apple

      A Apple oferece garantia mundial para iPhones. Caso o aparelho apresente defeitos de fábrica, é possível obter suporte no Brasil (com exceções em modelos com tecnologia incompatível).

      Desvantagens e Cuidados ao Comprar iPhone nos EUA

      1 – iPhones com eSIM

      Os modelos vendidos nos EUA a partir do iPhone 14 não têm entrada para chip físico (SIM card), funcionando apenas com eSIM. Embora operadoras brasileiras já ofereçam suporte, ainda há limitações em algumas regiões e planos.

      2 – Impostos estaduais

        O preço anunciado nas lojas americanas não inclui os impostos locais (sales tax), que variam de estado para estado. Em Nova York, por exemplo, o imposto é de cerca de 8,875%, enquanto em estados como Delaware ou Oregonnão há imposto estadual.

        3- Risco na alfândega

        A Receita Federal permite trazer até US$ 1.000 em compras do exterior por via aérea, mas apenas um celular é isento se for de uso pessoal. Aparelhos lacrados ou em quantidade podem ser taxados em 50% do valor excedente.

        4- Dificuldade para trocas ou devoluções

        Caso você precise devolver ou trocar o aparelho, o processo pode ser complicado à distância, especialmente se comprado presencialmente.

        Como Comprar iPhone nos EUA

         1 – Durante uma viagem

        A  forma mais segura é comprar o aparelho durante uma viagem aos EUA, diretamente em lojas físicas da Apple StoreBest BuyTarget ou Walmart

        2 – Comprando online com redirecionamento

        Outra opção é comprar em lojas online e usar um serviço de redirecionamento de encomendas, que envia o produto para o Brasil. Entre os principais sites de compras nos EUA estão:

        www.amazon.com

        www.apple.com

        www.bestbuy.com

        www.bhphotovideo.com

        Empresas como MyUSShipito e USCloser fazem o envio internacional com intermediação e cobrança de frete e impostos.

        3 – Compre com amigos ou familiares viajando

        Se alguém de confiança estiver viajando, é possível pedir para trazer o aparelho. Só lembre de que ele deve retirar da caixa e configurar, para garantir que seja considerado de uso pessoal.

        Vale a pena?

        Na maioria dos casos, sim — principalmente se você ou alguém próximo estiver indo aos EUA. A economia é significativa, e você pode ter acesso mais rápido a modelos recém-lançados. No entanto, é importante considerar os riscos alfandegários e as limitações do modelo americano com eSIM.

        Antes de comprar, pesquise, planeje e certifique-se de que o modelo será compatível com as redes brasileiras e com o seu estilo de uso

        Negócios

        iPhone no crédito ou no débito, senhor?”

        A maneira que conquistou os brasileiros a conquistar um Iphone

        Alexandre Bastos

        💳 Por incrível que pareça, em 2024 o maior vendedor de iPhones no Brasil não foi a Apple. Nem Magazine Luiza. Nem Americanas (RIP, talvez). Foi o… Itaú. Sim, aquele banco que você conhece mais pelas taxas do que por tecnologia, virou tech dealer de iPhone e botou a Apple no chinelo. Literalmente!!!

        Segundo dados divulgados por especialistas do setor e confirmados por relatórios da consultoria IT Data, o Itaú vendeu mais unidades de iPhones no Brasil do que a própria Apple Store oficial no país durante o ano de 2024. Pode parecer exagero, mas os números não mentem — diferente do limite do seu cartão.

        Para termos uma ideia real do tamanho das vendas, o movimento iniciou com a pré-venda do Iphone 16, somente nas primeiras 48 horas, o banco laranjinha vendeu 3.500 unidades, um salto 40% maior relação ao ano de 2023. Esse crescimento é atribuído, em parte, ao programa “iPhone pra Sempre”, que permite aos clientes adquirir os dispositivos por meio de parcelamentos facilitados.

        O programa “iPhone pra Sempre”, parceria entre Itaú, Apple e operadoras como a Brightstar, virou a nova febre entre os consumidores brasileiros que sonham com a maçã no bolso, mas não querem deixar o rim na loja.

        /

        Como funciona:

        . Parcelamento em até 24 vezes sem juros direto no cartão Itaú

        . Opção de troca por novo modelo após 12 meses

        . Cashback via programa iupp

        . Entrega rápida e ativação pelo app

        . A fórmula é simples: transforme um desejo aspiracional em uma assinatura de luxo. Resultado? Fila virtual para comprar celular no app do banco. Isso mesmo: Itaú virou marketplace de luxo tech.

        Vendas nas 48h do lançamento do iPhone 16 (2024) – Fonte: Tecnoblog / Brightstar

        CanaliPhones 16 Vendidos
        Itaú (iPhone pra Sempre)3.500
        Apple Store Brasil2.100
        Magazine Luiza1.600
        Fast Shop1.200
        Outros varejistas900

        Itaú: de banco a “Apple BR”

        Em 2024, o Itaú não apenas se consolida como o maior canal de venda de iPhones no Brasil, como também vira case de estudo no setor de varejo tech. O segredo? Eles não vendem só o produto — vendem a experiência, a facilidade e o feeling de poder usar um iPhone top sem comprometer o limite da dignidade.

        Com isso, o Itaú já abocanhou mais de 35% do mercado de smartphones premium no Brasil. Enquanto isso, a Apple Brasil, com suas lojas oficiais e preços à vista, segue firme… mas em segundo lugar.

        E o futuro?

        Se o Itaú virou revenda de iPhone, o que vem aí? Santander vendendo Galaxy dobrável? Nubank com linha de smartwatches roxos?

        Não seria surpresa. Bancos digitais e tradicionais estão cada vez mais virando hubs de tecnologia, fidelizando o cliente pelo bolso — e agora, pelo bolso traseiro também (aquele onde fica o celular novo).

        Conclusão de um consumista

        No Brasil, onde até fiador precisa de fiador, ver um banco vendendo mais iPhones que a Apple é tipo descobrir que a Casas Bahia virou operadora de internet. Mas é real. E mostra como o ecossistema bancário e tecnológico está se fundindo de formas cada vez mais inesperadas.

        Então da próxima vez que alguém disser que o banco só te cobra tarifa, você já pode responder: “Pelo menos meu gerente me vendeu um iPhone em 24x sem juros.” , portanto nem precisa procurar uma Apple Store. Abre o app do Itaú, escolhe o modelo, e prepara o bolso — porque agora o iPhone chega antes que o Pix.

        Sobre o colunista

        Alexandre Bastos é mestre em Administração de Empresas pela FGV, pós-graduado em Gestão da Inovação e Direito Digital pela FIA, pós-graduado em International Business pela BSP, MBA Executivo e pós-graduado em Gestão de Projetos pela Escola de Negócios do IMT, graduado em Sistemas de Informação na FIAP. Com experiência de 22 anos na área de Tecnologia, atualmente trabalha com inovação e consultoria para empresas nacionais e internacionais na Oonder Tecnologia, além de se dedicar a novos negócios e investimentos.