No dia 5 de junho de 2025, a Nintendo lançou oficialmente o tão aguardado Nintendo Switch 2, marcando uma nova era para sua linha de consoles híbridos. Com gráficos aprimorados, novos recursos e um catálogo de lançamento robusto, o console chega com a missão de manter o legado de sucesso do Switch original — que vendeu mais de 152 milhões de unidades no mundo todo.
Mas será que o Switch 2 realmente entrega uma experiência de nova geração? E como ele se encaixa no cenário atual dominado por IA, jogos em nuvem e realidades imersivas? Vamos aos destaques.
O que há de novo no Nintendo Switch 2?
O Nintendo Switch 2 mantém o conceito híbrido de console de mesa e portátil, mas agora traz melhorias significativas:
Tela maior e com maior definição, ideal para jogos em movimento.
Desempenho gráfico aprimorado, graças à parceria com a NVIDIA e à nova tecnologia de upscaling.
Joy-Con 2 redesenhado, agora compatível com PCs e com função de mouse nativa.
Retrocompatibilidade parcial com o Switch original, permitindo que muitos títulos anteriores rodem no novo sistema.
🎮 Destaque: Cyberpunk 2077 – Ultimate Edition roda de forma surpreendentemente fluida no Switch 2, com taxa de 40fps em 1080p no modo dock.
Catálogo de lançamento: potente e nostálgico
A Nintendo não economizou no line-up de estreia. O Switch 2 chegou com alguns dos jogos mais aguardados do ano:
Mario Kart World
The Legend of Zelda: Breath of the Wild (Remastered)
Donkey Kong Bananza
Street Fighter 6
Cyberpunk 2077 – Ultimate Edition
Coleção de clássicos do GameCube via Nintendo Switch Online
Esse mix de títulos novos e nostálgicos mostra que a Nintendo quer agradar todas as gerações de jogadores.
Demanda Explosiva e Estoques Limitados
No Japão, mais de 2,2 milhões de pessoas participaram da loteria para comprar o console no lançamento. Nos EUA, lojas como a Target e a GameStop esgotaram as pré-vendas em poucas horas. A expectativa é que a Nintendo venda 15 milhões de unidades até março de 2026, e analistas já projetam que o Switch 2 pode alcançar a marca de 100 milhões de unidades vendidas até 2030.
No Brasil o Nintendo Switch 2 esgotou rapidamente nas principais varejistas do Brasil, como KaBuM!, Amazon e Mercado Livre. Segundo o jornal O Globo, por volta das 15h o console já não estava mais disponível em grandes e-commerces, junto com a câmera oficial. “Agora, nosso foco é acelerar a chegada de novos lotes para atender a demanda dos gamers”, afirmou Gonzalo Greco, diretor do Mercado Livre. A reposição deve ocorrer em até 10 dias.
IA, Criatividade e Jogo Responsável
O lançamento do Switch 2 também levanta questões interessantes sobre o papel da tecnologia no entretenimento. Com IA cada vez mais presente em jogos (como NPCs que aprendem com o jogador ou geração de mundos procedural), o console traz potencial para experiências mais ricas — mas também exige discussões sobre uso responsável, tempo de tela e impacto cognitivo, especialmente em públicos jovens.
O veredito: revolução silenciosa
O Nintendo Switch 2 não tenta competir diretamente com consoles ultra potentes como o PlayStation 5 ou o Xbox Series X. Ao invés disso, a Nintendo segue sua própria trilha: inovando na forma de jogar, na acessibilidade e no encantamento. É uma revolução silenciosa, mas impactante.
Se você é fã de experiências únicas, portabilidade e nostalgia com toques modernos, o Switch 2 merece seu espaço na estante — ou na mochila.
Ferramentas de inteligência artificial estão revolucionando a forma como criamos, mas especialistas alertam: o excesso de dependência pode comprometer o pensamento crítico e a capacidade humana de resolver problemas de forma autônoma.
Criatividade aumentada ou terceirizada?
A inteligência artificial generativa — capaz de escrever textos, compor músicas, criar imagens e até sugerir soluções técnicas — vem sendo vista como uma aliada poderosa da criatividade. Profissionais de áreas como design, marketing, literatura, cinema e programação passaram a contar com “copilotos” digitais que aceleram processos, reduzem barreiras técnicas e inspiram novas ideias.
No entanto, junto com a facilidade vem uma questão inquietante: estamos nos tornando mais criativos ou apenas mais dependentes?
Em uma matéria publicada pelo MIT Technology Review – Como a IA pode Potencializar a Criatividade – a matéria faz comparações da aplicação da IA na música, estudos, trabalho e dia a dia. Um ponto que pegou nessa matéria foi uma frase do Mike Cook, pesquisador de criatividade computacional no King´s College London – ““Infelizmente, estamos removendo a única coisa que você precisa fazer para desenvolver habilidades criativas por si mesmo, que é falhar,” diz Cook. “Mas absolutamente ninguém quer ouvir isso.”
Ao utilizarmos em demasiado as centenas de ferramentas de IA disponíveis estamos buscando soluções rápidas para problemas que não queremos resolver, soluções que não queremos criar e conhecimento que não querermos buscar por meio de horas e horas de estudos consumindo livros e artigos.
O lado bom: IA como ferramenta de expansão criativa
Para muitos criadores, a IA representa uma espécie de catalisador. Ao sugerir variações, explorar estilos e gerar alternativas rapidamente, ela permite ao ser humano testar ideias que talvez nunca considerasse sozinho.
Exemplos incluem:
Designers que usam IA para prototipar logos ou produtos rapidamente.
Roteiristas que experimentam novos plots com ajuda de modelos como o GPT.
Artistas visuais que combinam estilos clássicos e modernos com um clique.
Desenvolvedores que recebem sugestões de código e resoluções de bugs complexos.
Nesses casos, a IA não substitui a criatividade, mas sim a estimula — oferecendo insumos e provocando novas interpretações.
O lado sombrio: a armadilha da comodidade
Entretanto, um estudo publicado em fevereiro de 2025 pela Microsoft Research Cambridge acendeu o alerta. Segundo os pesquisadores, ferramentas de IA generativa “podem inibir o engajamento crítico com o trabalho e potencialmente levar a uma dependência excessiva da ferramenta a longo prazo, diminuindo a habilidade para resolução independente de problemas”.
Há um risco real de que pessoas passem a aceitar a primeira sugestão gerada pela IA como solução final, reduzindo o pensamento crítico, a curiosidade e até a originalidade.
Em outras palavras, ao automatizar partes do processo criativo, a IA também pode minar o esforço necessário para aprender, experimentar e errar — etapas fundamentais da criação humana.
Redução da Diversidade de Ideias: Embora a IA possa melhorar a qualidade percebida das criações, estudos indicam que as ideias geradas tendem a ser mais semelhantes entre si, reduzindo a diversidade e a originalidade.
ixação em Exemplos Gerados por IA: Pesquisas mostram que o uso de geradores de imagens baseados em IA durante tarefas de ideação visual levou a uma maior fixação nos exemplos iniciais, resultando em menos ideias e com menor variedade e originalidade.
Diminuição do Pensamento Crítico no Ambiente de Trabalho: Um estudo da Microsoft Research identificou que trabalhadores que utilizam ferramentas de IA, como o Copilot, tendem a confiar excessivamente nas respostas geradas, reduzindo o engajamento crítico e a capacidade de resolver problemas de forma independente.
Equilíbrio é a chave: IA como parceira, não substituta
Como toda tecnologia, o impacto da IA depende da forma como ela é usada. Quando encarada como ferramenta de apoio — e não como substituto do esforço humano — ela pode enriquecer o processo criativo.
Algumas recomendações para manter esse equilíbrio:
Use a IA como provocadora, não como oráculo: deixe que ela traga alternativas, mas faça questão de avaliá-las criticamente.
Mantenha a prática manual: continue desenhando, escrevendo, programando — sem recorrer à IA sempre que surgir um bloqueio.
Estude os fundamentos: quanto mais você entender o “por trás” da solução, mais útil será a IA como ferramenta e menos como muleta.
Desenvolva sua voz própria: lembre-se de que a IA é treinada com o que já existe. Criar algo verdadeiramente novo ainda é papel humano.
Criar ainda é um ato profundamente humano
A IA oferece ferramentas poderosas para potencializar a criatividade, mas é essencial usá-la com discernimento. Incorporar a IA como parceira no processo criativo, sem substituir o esforço humano, pode levar a resultados mais inovadores e autênticos. É fundamental manter o pensamento crítico e a originalidade, garantindo que a tecnologia sirva como um complemento, e não como uma muleta.
Alexandre Bastos é mestre em Administração de Empresas pela FGV, pós-graduado em Gestão da Inovação e Direito Digital pela FIA, pós-graduado em International Business pela BSP, MBA Executivo e pós-graduado em Gestão de Projetos pela Escola de Negócios do IMT, graduado em Sistemas de Informação na FIAP. Com experiência de 22 anos na área de Tecnologia, atualmente trabalha com inovação e consultoria para empresas nacionais e internacionais na Oonder Tecnologia, além de se dedicar a novos negócios e investimentos.
O avanço da Inteligência Artificial e o risco de uma fé cega no algoritmo
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” — Evangelho de João, capítulo 1
Agora, no século XXI, o Verbo continua poderoso — mas cada vez mais ele se materializa em código, prompts e algoritmos. A linguagem, que molda realidades, agora é traduzida por máquinas, interpretada por redes neurais e reproduzida por IAs generativas com fluidez quase divina.
Estamos diante de uma nova era: a era em que a tecnologia parece ter assumido o papel do criador. E a pergunta que ecoa é: estamos prontos para isso?
A nova “encarnação” do conhecimento
Com o avanço da Inteligência Artificial, escrever textos, gerar imagens, compor músicas, criar softwares e até tomar decisões passou a ser tarefa também de máquinas que “falam” com a gente.
A IA já não apenas obedece — ela interpreta, sugere, completa, improvisa. E o que antes era verbo humano (feito de intenção, emoção, ética e contexto), hoje é transformado em tokens, datasets e linhas de código.
Mas ao mesmo tempo que a IA impressiona, ela também assusta.
Riscos do novo “evangelho digital”
1. Desumanização do processo criativo
A IA é rápida, mas não sente. Ao usar máquinas para escrever poesia, compor músicas ou pintar quadros, estamos substituindo emoção por estatística. A arte sem alma pode até entreter, mas não transforma.
2. Fé cega na tecnologia
Começamos a aceitar decisões algorítmicas sem questionar. Como se o código fosse infalível, puro e acima do bem e do mal. Mas todo algoritmo é escrito por humanos — e carrega nossos vieses.
3. Colonização dos sentidos
Estamos consumindo conteúdo cada vez mais gerado por máquinas. Isso molda nosso gosto, nossas ideias e até nossa forma de amar e acreditar. E quando tudo ao nosso redor é otimizado para “engajamento”, o que sobra de espaço para a contemplação e a dúvida?
4. Automação de decisões morais
IA em tribunais, hospitais, segurança pública… Estamos delegando escolhas éticas a sistemas que não têm consciência, apenas lógica. E isso pode custar caro: de injustiças invisíveis a tragédias irreversíveis.
A Ascensão da IA — E o Declínio da Consciência?
A IA está se tornando cada vez mais eficiente em tarefas antes reservadas à mente humana: escrever textos, gerar imagens, responder perguntas, programar, tomar decisões… Tudo isso com velocidade e precisão impressionantes.
Mas há um detalhe essencial: a IA não sente, não crê, não pondera. Ela prevê, calcula e executa com base em padrões — não com base em valores, ética ou empatia.
E aí mora o problema.
O que não pode ser codificado
Podemos transformar palavras em código, sentimentos em dados e comportamentos em estatísticas. Mas algumas coisas continuam fora do alcance da IA:
O significado que damos à vida
A intenção por trás das escolhas
O cuidado com o outro
O limite moral da eficiência
A inteligência artificial pode nos ajudar. Mas ela nunca deve nos substituir no que temos de mais humano.
Uma nova religião? Ou um novo alerta?
Há quem trate a IA como um novo oráculo: consultamos o ChatGPT em busca de sabedoria, pedimos que o algoritmo nos diga o que assistir, o que vestir, o que pensar. Estamos mesmo criando uma nova religião digital, onde o código é o novo verbo e o datacenter é o novo templo?
Se o “verbo se fez código”, então é hora de perguntar: quem está escrevendo esse código? Com qual propósito? E a serviço de quem?
A tecnologia não é boa nem má — ela é reflexo de quem a cria e de como a usamos. O avanço da IA é inevitável, mas o modo como lidamos com ele ainda está em aberto. E nesse cenário, talvez a pergunta mais importante não seja “o que a IA pode fazer?”.
Sobre o colunista
Alexandre Bastos é mestre em Administração de Empresas pela FGV, pós-graduado em Gestão da Inovação e Direito Digital pela FIA, pós-graduado em International Business pela BSP, MBA Executivo e pós-graduado em Gestão de Projetos pela Escola de Negócios do IMT, graduado em Sistemas de Informação na FIAP. Com experiência de 22 anos na área de Tecnologia, atualmente trabalha com inovação e consultoria para empresas nacionais e internacionais na Oonder Tecnologia, além de se dedicar a novos negócios e investimentos.
Técnica de Vibe Coding faz o uso de linguagem natural para criar códigos de programação e cresce com o uso de ferramentas de IA, facilitando a criação de site e apps para que não sabe programação!!!
Não é bruxaria é tecnologia!
Imagine construir um site ou aplicativo dizendo algo como:
“Quero uma página com fundo azul, menu fixo no topo e um formulário de contato simples no final.”
E pronto — o código é gerado automaticamente.
Isso não é mais ficção científica. Essa é a promessa do Vibe Coding, uma técnica emergente que usa linguagem natural combinada com inteligência artificial para transformar ideias em software funcional, com velocidade e simplicidade nunca antes vistas.
O que é Vibe Coding?
Vibe Coding é o nome dado a um novo estilo de desenvolvimento onde a linguagem humana é usada como entrada principal para a geração de código. É o oposto do modelo tradicional de programação, onde desenvolvedores escrevem linhas complexas em linguagens como HTML, JavaScript ou Python.
Com Vibe Coding, basta dizer ou digitar algo como:
“Crie um app de lista de tarefas com categorias coloridas e sincronização com a nuvem.”
“Quero um e-commerce com galeria de produtos e integração com WhatsApp.”
E ferramentas baseadas em IA — como GitHub Copilot, ChatGPT, Replit AI ou o novo Devin da Cognition — fazem o trabalho pesado, traduzindo sua intenção em código funcional.
É como conversar com um desenvolvedor invisível que nunca dorme. Credo!
Como a IA está impulsionando essa técnica
O avanço dos modelos de linguagem generativa é o grande motor por trás do Vibe Coding. Plataformas como o ChatGPT-4, Claude, Gemini e outras são treinadas com milhões de linhas de código e interações humanas. Isso permite que elas entendam não só o que é pedido, mas também o contexto, intenção e estilo de cada aplicação.
Na prática, você pode descrever uma ideia em linguagem natural, e a IA:
Interpreta sua intenção
Sugere ou escreve o código necessário
Explica como funciona e como manter ou escalar
Tudo isso em tempo real, dentro de ambientes como VS Code, navegadores ou até por comandos de voz.
Como colocar o Vibe Coding pra funcionar na prática (sem perder a vibe)
Passo 1: Escolha sua varinha mágica (a plataforma de IA)
Primeiro de tudo, você precisa de um assistente de código com IA, tipo um copiloto digital que entende o que você diz e ainda não reclama do café frio.
Pode ser o Replit (ótimo pra prototipar rapidinho)
Ou o ChatGPT com código
Ou o novo Devin, o dev que nunca pede férias
Escolha baseado no que você precisa: performance, custo, ou só alguém que não te julgue por digitar “faça um app que dance com a batida”.
Passo 2: Diga o que você quer (com jeitinho)
Aqui começa a magia do prompt poderoso™. Quanto mais claro, criativo e objetivo você for, mais chances de sair um código que parece feito por gente de verdade e não por uma IA bêbada.
📝 Exemplo de prompt:
Crie uma experiência visual interativa que reaja à música, à interação do usuário ou a dados em tempo real. Quero animações fluidas, coloridas, com aquele toque psicodélico leve. Use JavaScript ou React, e deixe tudo fácil de personalizar pra diferentes moods.
Tá vendo? Tem contexto, tem intenção e tem estilo. Nada de “faz um site aí”, senão vai sair uma coisa que parece feita em 1998.
Passo 3: Lapida essa joia
A IA vai cuspir um código. Não vai ser perfeito (ainda), mas vai ser um bom esqueleto. Tipo uma lasanha sem queijo — tá ali, mas falta tempero.
Aí é hora de:
Testar o que saiu
Refinar o prompt
Repetir até ficar gostoso
Esse ciclo é tipo fazer café: a primeira tentativa pode vir aguada, mas com uns ajustes fica forte, cheiroso e te acorda pra vida.
Passo 4: Revisão final e lançamento
Agora que seu código tá tinindo, é hora de revisar tudo, dar aquele “tapinha no visual” e jogar no mundo. Vale usar linter, revisar com outro humano (caso você conheça algum dev de verdade), ou só confiar no seu sexto sentido.
Depois é só colocar no ar, mostrar pros amigos e fingir que você programou tudo na unha (ninguém precisa saber da IA… 🤫).
O que o Vibe Coding pode causar no mercado?
A adoção em larga escala dessa técnica promete uma disrupção profunda em como criamos tecnologia. Aqui estão alguns impactos prováveis:
Impacto
Descrição
Mudança no perfil do desenvolvedor
Mais analistas criativos e menos codificadores manuais
Aumento de produtividade
Softwares que demoravam semanas podem surgir em horas
Pressão sobre modelos tradicionais de agências e fábricas de software
Equipes menores e mais ágeis conseguem entregar mais com menos
Democratização da criação digital
Pequenos negócios e criadores independentes ganham poder de execução
Novas oportunidades educacionais
O foco muda de “aprender sintaxe” para “aprender lógica, design e objetivos”
O que será dos programadores – vai ficar cargo em extinção?
Não é para tanto, ainda vamos precisar e muito, dos programadores e da visão, raciocino lógico e criatividade , e claro aquela avaliação humana. Abaixa o segue o que muda.
Para programadores:
Menos tempo com código repetitivo, mais foco em arquitetura e criatividade.
Desenvolvedores juniores ganham superpoderes, podendo construir soluções mais sofisticadas com menos conhecimento técnico profundo.
Acelera o protótipo e o MVP: ideal para startups que precisam testar ideias rapidamente.
Para não-programadores:
O Vibe Coding democratiza o desenvolvimento. Designers, empreendedores e profissionais de outras áreas conseguem colocar ideias em prática sem depender 100% de um time técnico.
Surge o conceito do “citizen developer”, onde qualquer pessoa, com um mínimo de instrução, pode gerar produtos digitais funcionais.
Para empresas:
Redução de custos com desenvolvimento
Maior agilidade em lançamentos e personalizações
Empoderamento de times de marketing, produto e UX para criarem protótipos sem esperar TI
O que o Vibe Coding pode causar no mercado?
A adoção em larga escala dessa técnica promete uma disrupção profunda em como criamos tecnologia. Aqui estão alguns impactos prováveis:
Impacto
Descrição
Mudança no perfil do desenvolvedor
Mais analistas criativos e menos codificadores manuais
Aumento de produtividade
Softwares que demoravam semanas podem surgir em horas
Pressão sobre modelos tradicionais de agências e fábricas de software
Equipes menores e mais ágeis conseguem entregar mais com menos
Democratização da criação digital
Pequenos negócios e criadores independentes ganham poder de execução
Novas oportunidades educacionais
O foco muda de “aprender sintaxe” para “aprender lógica, design e objetivos”
Dá medo desse futuro? Dá, mas é a realidade.
Estamos apenas no começo. O Vibe Coding, hoje, ainda exige algum conhecimento técnico para validar e ajustar o que é gerado. Mas em pouco tempo, veremos ferramentas mais visuais, mais conversacionais, e cada vez mais intuitivas.
A tendência é que Vibe Coding se torne o novo normal, integrando-se a plataformas low-code, CRMs, geradores de apps e até sistemas operacionais. É possível que a próxima geração já aprenda a criar apps do mesmo jeito que hoje aprendem a escrever um texto no Word.
É uma nova era do desenvolvimento, onde a barreira entre ideia e execução está desaparecendo. Se você trabalha com tecnologia, design, negócios ou educação, vale começar a explorar esse novo paradigma agora mesmo.
Afinal, no mundo do Vibe Coding, quem sabe se expressar bem, também sabe programar.
Sobre o colunista
Alexandre Bastos é mestre em Administração de Empresas pela FGV, pós-graduado em Gestão da Inovação e Direito Digital pela FIA, pós-graduado em International Business pela BSP, MBA Executivo e pós-graduado em Gestão de Projetos pela Escola de Negócios do IMT, graduado em Sistemas de Informação na FIAP. Com experiência de 22 anos na área de Tecnologia, atualmente trabalha com inovação e consultoria para empresas nacionais e internacionais na Oonder Tecnologia, além de se dedicar a novos negócios e investimentos.
A revolução invisível que já está moldando o futuro
De assistentes virtuais a diagnósticos médicos, a Inteligência Artificial está transformando a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos com o mundo.
A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser apenas um conceito de filmes de ficção científica e já faz parte do nosso cotidiano. Seja ao pedir uma música para um assistente virtual, conversar com um chatbot no site de um banco, ou até receber sugestões de filmes em plataformas de streaming, há algoritmos trabalhando silenciosamente para tornar nossa vida mais eficiente — e, muitas vezes, mais previsível.
Nos últimos anos, os avanços na IA têm impressionado especialistas e leigos. Modelos de linguagem como o ChatGPT, da OpenAI, demonstram uma capacidade quase humana de compreender, interpretar e responder a textos complexos. Ao mesmo tempo, algoritmos são usados para diagnosticar doenças com alta precisão, prever falhas em sistemas industriais, otimizar o tráfego urbano e até criar obras de arte e músicas.
Segundo um relatório da consultoria McKinsey, a adoção da IA pode gerar um impacto econômico de até 13 trilhões de dólares na economia global até 2030. “Estamos vivendo uma nova revolução tecnológica, com potencial de transformação comparável à da eletricidade ou da internet”, afirma Carla Menezes, pesquisadora em Inteligência Artificial e professora da USP.
Mas nem tudo são flores. O avanço acelerado da IA também levanta questões éticas e sociais importantes: como garantir que os algoritmos não reproduzam preconceitos? Quem será responsável por decisões automatizadas que afetam vidas humanas? E como lidar com a substituição de empregos por máquinas inteligentes?
Crescimento e Adoção da IA
De acordo com o relatório “State of AI” da McKinsey, a adoção da IA nas organizações aumentou significativamente. Em 2024, 78% dos entrevistados relataram o uso da IA em pelo menos uma função de negócios, um salto em relação aos 55% registrados em 2023. As áreas de Tecnologia da Informação e Marketing lideram essa implementação, refletindo a crescente integração da IA nas operações empresariais.
Avanços Técnicos e Inovações
O “AI Index Report 2025” da Universidade de Stanford destaca que a corrida global pela Inteligência Artificial Geral (AGI) está se intensificando. Empresas como OpenAI, Google, Meta e a chinesa DeepSeek estão na vanguarda, com a DeepSeek lançando o modelo R1, que rivaliza com os principais modelos dos EUA, apesar das restrições de acesso a recursos computacionais avançados. Além disso, a eficiência do hardware de IA aumentou em 40%, tornando a tecnologia mais acessível. WIRED
Desafios Éticos e Sociais
Apesar dos avanços, a IA enfrenta desafios significativos. Uma pesquisa do Pew Research Center revelou uma crescente desconexão entre especialistas em IA e o público em geral nos EUA. Enquanto cerca de 75% dos especialistas estão otimistas quanto aos benefícios da IA, apenas 25% do público compartilha desse sentimento. Questões como preconceitos algorítmicos, responsabilidade em decisões automatizadas e substituição de empregos por máquinas inteligentes são preocupações latentes. The Verge
Perspectivas Futuras
Especialistas preveem que, até 2025, a IA evoluirá de uma ferramenta para uma parte integral da vida cotidiana. Agentes de IA mais autônomos simplificarão tarefas domésticas e profissionais, e a tecnologia desempenhará um papel crucial em desafios globais, como mudanças climáticas e acesso à saúde. Source
Em suma, a Inteligência Artificial está moldando o presente e delineando o futuro. O equilíbrio entre inovação e responsabilidade será fundamental para maximizar seus benefícios e mitigar riscos potenciais.
Conclusão
Enquanto essas discussões se intensificam, uma coisa é certa: a Inteligência Artificial já está entre nós — e seu impacto só tende a crescer. Cabe a nós, como sociedade, decidir qual será o rumo dessa jornada tecnológica.