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O Que é uma Startup? Entenda o Conceito e Como Ela se Difere de uma Empresa Tradicional.

O termo “startup” tornou-se popular e muitas vezes é usado para se referir a qualquer empresa que esteja começando um novo negócio, produto ou serviço. Porém, essa visão simplificada está longe de representar a real essência do conceito de uma startup.

A definição de startup vem sendo debatida há anos nas principais escolas de negócios do mundo e por grandes nomes do empreendedorismo global. O que diferencia uma startup de uma empresa tradicional não é apenas o estágio inicial, mas sim a forma como ela opera, cresce e inova.

A seguir apresento as melhores definições, na minha opinião, sobre o que é uma Startup de alguns autores/empreendedores que já estudei, li os livros e admiro.

AutorDefiniçãoÊnfase Principal
Steve Blank“Uma organização temporária projetada para buscar um modelo de negócios repetível e escalável.”Descoberta de modelo de negócios
Eric Ries“Uma instituição humana projetada para criar novos produtos ou serviços sob condições de extrema incerteza.”Inovação sob incerteza
Howard H. Stevenson“A busca por oportunidades além dos recursos atualmente controlados.”Empreendedorismo com recursos limitados
Paul Graham“Uma startup é uma empresa projetada para crescer rapidamente.”Crescimento acelerado

Com base nesses conceitos, é possível perceber que o foco não está simplesmente em “estar começando”, mas sim em encontrar e validar um modelo de negócio inovador, escalável e de rápido crescimento, mesmo em cenários de grande incerteza.

Definindo o conceito de Startup

Levando em consideração a tabela acima e Se uníssemos todos os elementos apresentados, poderíamos chegar à seguinte definição:

“Uma startup é uma organização temporária criada por um time fundador comprometido com uma visão compartilhada, com o objetivo de resolver um problema relevante ou explorar uma oportunidade significativa por meio de um modelo de negócios inovador, repetível e escalável, operando sob condições de extrema incerteza e com potencial de crescimento acelerado.”

Startup é mais uma empresa? Com um nome bonitinho?

Mas afinal a Startup é mais uma empresa? A resposta é não. Existem diversas diferenças como caracterisitcas e requisitos que diferenciam as Startups das empresas tradicionais. Muitas das diferenças refletem abordagens que são aplicadas em ambas para a condução do negócio. Na tabela abaixo aponto algumas das diferenças comparando cada item e que vão muito além da idade ou do porte da empresa — estão relacionadas ao modo de pensar, estruturar e escalar o negócio.

ElementoStartupEmpresa Tradicional
OrigemRecente, com base em inovaçãoEstabelecida há décadas ou séculos
InovaçãoRadical, disruptivaIncremental, com foco em processos existentes
EstruturaHorizontal, ágil, adaptávelHierárquica, com processos rígidos
CrescimentoRápido, escalável, com uso intensivo de tecnologiaGradual, sustentável, com foco em estabilidade
FinanciamentoCapital de risco (venture capital, anjos, crowdfunding)Recursos próprios, reinvestimento de lucros ou financiamento bancário
Cultura OrganizacionalFoco na experimentação e no aprendizado contínuoFoco em conformidade, tradição e estabilidade
Apetite ao RiscoAltoBaixo
Objetivo InicialValidar modelo de negócioExecutar modelo já validado

Entendo a relação entre Startup e empresa Tradicional

Vamos analisar duas empresas startup (Nubank e Loggi)  e duas empresas tradicional ( Banco do Brasil e Correios) para entender melhor a diferença entre elas e comparar duas startups e duas empresas tradicionais no Brasil para ilustrar melhor as diferenças práticas:

Comparando duas empresas no segmento de banco

AspectoNubank (Startup)Banco do Brasil (Tradicional)
Fundação20131808
Modelo de NegócioDigital-first, serviços financeiros via appBancário tradicional com agências físicas
Inovação100% digital, cartão sem tarifas, UX diferenciadaDigitalização incremental de serviços já existentes
CulturaÁgil, horizontal, orientada por dadosHierárquica, processos formais
FinanciamentoCapital de risco (Sequoia, Tencent, Kaszek)Recursos próprios e controle estatal
CrescimentoExponencial – mais de 80 milhões de clientes em poucos anosEstável, sólido, construído ao longo de séculos
RiscoAlto – prioriza crescimento antes da lucratividadeBaixo – foco em estabilidade e solidez

Exemplo agora comparando duas empresas no segmento de Logística.

AspectoLoggi (Startup)Correios (Tradicional)
Fundação20131663 (como estatal desde 1969)
Modelo de NegócioPlataforma logística on-demand com entregadores autônomos via appServiço postal tradicional com rede física nacional
InovaçãoIA para roteirização, APIs logísticas, integração com e-commerceModernização pontual de sistemas e processos
CulturaDigital, disruptiva, orientada à performanceEstatal, regulada, com estrutura rígida
FinanciamentoCapital de risco (SoftBank, Microsoft, GGV Capital)Recursos próprios e apoio do governo
CrescimentoAcelerado – impulsionado pelo boom do e-commerceLento – dependente de estrutura pública
RiscoAlto – margens pequenas e competição intensaBaixo – monopólio e estabilidade estatal

Conclusão

Startups e empresas tradicionais coexistem em um ecossistema empresarial complexo e complementar.

Enquanto startups exploram novos caminhos com ousadia e tecnologia, empresas tradicionais garantem solidez, continuidade e confiança. Ambas são fundamentais, e muitas vezes colaboram entre si — seja via parcerias, investimentos ou aquisições.

Se você é empreendedor ou investidor, entender essas diferenças é essencial para tomar decisões estratégicas, seja para escalar uma startup ou transformar uma empresa tradicional com inovação.

Figue ligado nas série sobre Startups e empreendimento, muita coisa legal vai chegar para você iniciar o seu negócio. Borá empreender.


Sobre o colunista

Alexandre Bastos é mestre em Administração de Empresas pela FGV, pós-graduado em Gestão da Inovação e Direito Digital pela FIA, pós-graduado em International Business pela BSP, MBA Executivo e pós-graduado em Gestão de Projetos pela Escola de Negócios do IMT, graduado em Sistemas de Informação na FIAP. Com experiência de 22 anos na área de Tecnologia, atualmente trabalha com inovação e consultoria para empresas nacionais e internacionais na Oonder Tecnologia, além de se dedicar a novos negócios e investimentos.

Negócios

Vale a Pena Comprar iPhone nos Estados Unidos?

Entenda se realmente vale a pena e veja as Vantagens, Desvantagens e Como Fazer Isso com Segurança

Comprar um iPhone é o desejo de muitos brasileiros, mas os altos preços praticados no Brasil podem tornar esse sonho distante. Por isso, uma alternativa atrativa tem sido adquirir o aparelho nos Estados Unidos, onde os preços são bem mais acessíveis. Mas será que realmente vale a pena? Quais são os riscos e cuidados necessários? A seguir, veja tudo o que você precisa saber.

Vantagens de Comprar iPhone nos EUA

    1 – Preço mais baixo

    O principal atrativo é o preço. Um iPhone 15 Pro, por exemplo, pode custar cerca de US$ 999 nos EUA, enquanto no Brasil o mesmo modelo pode ultrapassar R$ 9.000, dependendo da loja e do modelo.
    Mesmo com o câmbio, taxas e impostos, o valor final costuma ser 30% a 50% mais barato do que no Brasil.

    2- Lançamentos mais rápidos

    Os Estados Unidos são sempre o primeiro país a receber os lançamentos da Apple. Ou seja, você consegue comprar um novo modelo meses antes de ele chegar oficialmente ao Brasil.

    3- Mais opções de modelos e cores

    Nos EUA, há maior variedade de opções, especialmente no início das vendas. Isso inclui versões com mais armazenamento e cores exclusivas que podem não estar disponíveis no Brasil.

    4 – Garantia internacional da Apple

      A Apple oferece garantia mundial para iPhones. Caso o aparelho apresente defeitos de fábrica, é possível obter suporte no Brasil (com exceções em modelos com tecnologia incompatível).

      Desvantagens e Cuidados ao Comprar iPhone nos EUA

      1 – iPhones com eSIM

      Os modelos vendidos nos EUA a partir do iPhone 14 não têm entrada para chip físico (SIM card), funcionando apenas com eSIM. Embora operadoras brasileiras já ofereçam suporte, ainda há limitações em algumas regiões e planos.

      2 – Impostos estaduais

        O preço anunciado nas lojas americanas não inclui os impostos locais (sales tax), que variam de estado para estado. Em Nova York, por exemplo, o imposto é de cerca de 8,875%, enquanto em estados como Delaware ou Oregonnão há imposto estadual.

        3- Risco na alfândega

        A Receita Federal permite trazer até US$ 1.000 em compras do exterior por via aérea, mas apenas um celular é isento se for de uso pessoal. Aparelhos lacrados ou em quantidade podem ser taxados em 50% do valor excedente.

        4- Dificuldade para trocas ou devoluções

        Caso você precise devolver ou trocar o aparelho, o processo pode ser complicado à distância, especialmente se comprado presencialmente.

        Como Comprar iPhone nos EUA

         1 – Durante uma viagem

        A  forma mais segura é comprar o aparelho durante uma viagem aos EUA, diretamente em lojas físicas da Apple StoreBest BuyTarget ou Walmart

        2 – Comprando online com redirecionamento

        Outra opção é comprar em lojas online e usar um serviço de redirecionamento de encomendas, que envia o produto para o Brasil. Entre os principais sites de compras nos EUA estão:

        www.amazon.com

        www.apple.com

        www.bestbuy.com

        www.bhphotovideo.com

        Empresas como MyUSShipito e USCloser fazem o envio internacional com intermediação e cobrança de frete e impostos.

        3 – Compre com amigos ou familiares viajando

        Se alguém de confiança estiver viajando, é possível pedir para trazer o aparelho. Só lembre de que ele deve retirar da caixa e configurar, para garantir que seja considerado de uso pessoal.

        Vale a pena?

        Na maioria dos casos, sim — principalmente se você ou alguém próximo estiver indo aos EUA. A economia é significativa, e você pode ter acesso mais rápido a modelos recém-lançados. No entanto, é importante considerar os riscos alfandegários e as limitações do modelo americano com eSIM.

        Antes de comprar, pesquise, planeje e certifique-se de que o modelo será compatível com as redes brasileiras e com o seu estilo de uso

        Negócios

        iPhone no crédito ou no débito, senhor?”

        A maneira que conquistou os brasileiros a conquistar um Iphone

        Alexandre Bastos

        💳 Por incrível que pareça, em 2024 o maior vendedor de iPhones no Brasil não foi a Apple. Nem Magazine Luiza. Nem Americanas (RIP, talvez). Foi o… Itaú. Sim, aquele banco que você conhece mais pelas taxas do que por tecnologia, virou tech dealer de iPhone e botou a Apple no chinelo. Literalmente!!!

        Segundo dados divulgados por especialistas do setor e confirmados por relatórios da consultoria IT Data, o Itaú vendeu mais unidades de iPhones no Brasil do que a própria Apple Store oficial no país durante o ano de 2024. Pode parecer exagero, mas os números não mentem — diferente do limite do seu cartão.

        Para termos uma ideia real do tamanho das vendas, o movimento iniciou com a pré-venda do Iphone 16, somente nas primeiras 48 horas, o banco laranjinha vendeu 3.500 unidades, um salto 40% maior relação ao ano de 2023. Esse crescimento é atribuído, em parte, ao programa “iPhone pra Sempre”, que permite aos clientes adquirir os dispositivos por meio de parcelamentos facilitados.

        O programa “iPhone pra Sempre”, parceria entre Itaú, Apple e operadoras como a Brightstar, virou a nova febre entre os consumidores brasileiros que sonham com a maçã no bolso, mas não querem deixar o rim na loja.

        /

        Como funciona:

        . Parcelamento em até 24 vezes sem juros direto no cartão Itaú

        . Opção de troca por novo modelo após 12 meses

        . Cashback via programa iupp

        . Entrega rápida e ativação pelo app

        . A fórmula é simples: transforme um desejo aspiracional em uma assinatura de luxo. Resultado? Fila virtual para comprar celular no app do banco. Isso mesmo: Itaú virou marketplace de luxo tech.

        Vendas nas 48h do lançamento do iPhone 16 (2024) – Fonte: Tecnoblog / Brightstar

        CanaliPhones 16 Vendidos
        Itaú (iPhone pra Sempre)3.500
        Apple Store Brasil2.100
        Magazine Luiza1.600
        Fast Shop1.200
        Outros varejistas900

        Itaú: de banco a “Apple BR”

        Em 2024, o Itaú não apenas se consolida como o maior canal de venda de iPhones no Brasil, como também vira case de estudo no setor de varejo tech. O segredo? Eles não vendem só o produto — vendem a experiência, a facilidade e o feeling de poder usar um iPhone top sem comprometer o limite da dignidade.

        Com isso, o Itaú já abocanhou mais de 35% do mercado de smartphones premium no Brasil. Enquanto isso, a Apple Brasil, com suas lojas oficiais e preços à vista, segue firme… mas em segundo lugar.

        E o futuro?

        Se o Itaú virou revenda de iPhone, o que vem aí? Santander vendendo Galaxy dobrável? Nubank com linha de smartwatches roxos?

        Não seria surpresa. Bancos digitais e tradicionais estão cada vez mais virando hubs de tecnologia, fidelizando o cliente pelo bolso — e agora, pelo bolso traseiro também (aquele onde fica o celular novo).

        Conclusão de um consumista

        No Brasil, onde até fiador precisa de fiador, ver um banco vendendo mais iPhones que a Apple é tipo descobrir que a Casas Bahia virou operadora de internet. Mas é real. E mostra como o ecossistema bancário e tecnológico está se fundindo de formas cada vez mais inesperadas.

        Então da próxima vez que alguém disser que o banco só te cobra tarifa, você já pode responder: “Pelo menos meu gerente me vendeu um iPhone em 24x sem juros.” , portanto nem precisa procurar uma Apple Store. Abre o app do Itaú, escolhe o modelo, e prepara o bolso — porque agora o iPhone chega antes que o Pix.

        Sobre o colunista

        Alexandre Bastos é mestre em Administração de Empresas pela FGV, pós-graduado em Gestão da Inovação e Direito Digital pela FIA, pós-graduado em International Business pela BSP, MBA Executivo e pós-graduado em Gestão de Projetos pela Escola de Negócios do IMT, graduado em Sistemas de Informação na FIAP. Com experiência de 22 anos na área de Tecnologia, atualmente trabalha com inovação e consultoria para empresas nacionais e internacionais na Oonder Tecnologia, além de se dedicar a novos negócios e investimentos.